Inquérito deve apurar crime de injúria racial em Araquari

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Delegacia de Polícia Federal em Joinville a instauração de um inquérito policial para apurar os crimes de injúria racial e de preconceito de raça ou cor durante evento online promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Araquari, no Norte de Santa Catarina.

O caso ocorreu no dia 10 de novembro, quando professores conduziam uma palestra virtual e foram atacados por participantes não identificados, que invadiram o debate, proferiram ofensas racistas e propagaram mensagens de ódio, inclusive com apologia ao nazismo.

Caso ocorreu durante palestra promovida por servidores do IFC de Araquari – Foto: Reprodução/Google Maps/ND

De acordo com o procurador da República em Joinville Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, que encaminhou o pedido de investigação à Polícia Federal, a ocorrência da conduta delituosa é tipificada no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal (injúria racial), bem como de possíveis crimes tipificados na lei 7.716/89 (preconceito de raça ou de cor).

Na representação, os servidores agredidos relatam que o evento virtual foi atacado em ato planejado e coordenado entre diversos invasores que, aos berros, xingaram e ofenderam os servidores, pais e alunos que participavam do evento. A série de agressões, conforme o relato, teve a projeção de imagens e músicas de cunho sexual, “um áudio que dizia ‘cala boca macaco’ aos berros, seguido de um vídeo onde Hitler discursava para vários soldados” e, ao mesmo tempo, “no chat do evento, disparavam imagens que, dentre elas continham a foice e o martelo além da suástica (imagens símbolo do nazismo)”.

Ainda conforme a representação dos servidores do IFC de Araquari, vários alunos menores de idade, professores da instituição e convidados estavam presentes no evento online e foram ofendidos moral e racialmente e injuriados pelos agressores.

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