Iolanda Marcondes: a Alma do Costão

O turismo catarinense está de luto. Do setor hoteleiro de vários Estados chegam mensagens de condolências. Os diretores e colaboradores rendem suas homenagens no silêncio da oração. Os amigos de maior convivência custam a acreditar na notícia. Os familiares emocionam-se em lágrimas pela irreparável perda.
Faleceu Iolanda Abraham Marcondes, a alma do Costão, a empresária valente, generosa, comunicativa, esposa e parceira do visionário Fernando Marcondes de Mattos em vários desafios e projetos de desenvolvimento de Florianópolis e de Santa Catarina.
Foram 57 anos de convivência harmoniosas e exemplar, de muita luta conjunta, de empreendimentos extraordinários, ontem e hoje desfrutados por milhares de catarinenses, e visitantes do Brasil e do exterior. Todos unânimes em enaltecer não só as belezas naturais e ecológicas, como também as maravilhas arquitetônicas, culturais e históricas do resort de praia mais premiado do Brasil. Fruto da presença vigilante e criativa do casal.
Santa Catarina é o único estado feminino do país. E o que mais tem revelado para o Brasil e o mundo o pioneirismo de suas mulheres em incontáveis atividades profissionais, publicas, sociais e culturais.
Se todos tem motivos de orgulho para destacar Anita Garibaldi, Antonieta de Barros, Joana de Gusmão, Tereza Tang, Zilda Arns, entre muitas outras, Iolanda Mattos é o símbolo da vitoriosa empresária de dois séculos.
Era a síntese da mulher de vanguarda, que ia a luta, que liderava com paixão a educação da família, que participava solidária dos projetos comunitários e de promoção social, que trabalha com respeito os colaboradores e que se sensibilizava com o drama dos semelhantes.
Generosa com tudo e com todos, mulher de fé nos valores e nos princípios, tinha outras marcas singulares na síntese de tantas qualidades e virtudes: afável, elegante e com muita dignidade.
Simbolizava com a constância de seu sorriso largo, humano e contagiante a mãe carinhosa, amiga fraterna, conselheira qualificada, e a lealdade na amizade, irradiando a luz da boa energia e do alto astral. Pelo notável exemplo de vida, vivêssemos numa monarquia, receberia o título de Princesa. Ou de Rainha.
Aqui, de fato e de direito, foi a Dama e a Alma do Costão.

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