Itabira investiga morte de primeira profissional de saúde com suspeita de Covid-19


Enfermeira, de 36 anos, trabalhava no hospital da cidade e não fazia parte dos grupos de risco; resultado de exame ainda não saiu. Fachada do Hospital Municipal Carlos Chagas, em Itabira, onde a enfermeira trabalhava
Divulgação / Fundação São Francisco Xavier
Profissionais de saúde de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, lamentam a morte de uma enfermeira, de 36 anos. Segundo a prefeitura da cidade, ela estava com sintomas da Covid-19.
De acordo com a administração do município, ainda não há exames que possam comprovar a contaminação, embora todos os principais sinais e sintomas conduzam para essa definição. O caso está sendo tratado como “óbito suspeito”. Caso seja confirmado, será a primeira morte de um profissional de saúde na cidade, por causa da doença. Ela não tinha comorbidades.
A prefeitura informou que a mulher começou a trabalhar no Hospital Municipal Carlos Chagas em julho deste ano. Participou de treinamentos e, em seguida, passou a atuar em plantões.
Histórico
Segundo a prefeitura, na quinta-feira (10), a enfermeira não foi trabalhar. Ela procurou atendimento médico no mesmo dia, à noite, e recebeu orientação para o isolamento. Ainda segundo o município, ela estava há dois dias com sintomas e, por isso, não foi possível realizar os testes.
Neste sábado (12), a paciente voltou a procurar a unidade de urgência, já que não apresentou melhora. Submetida ao teste rápido da Covid-19, o resultado foi negativo. O exame RT-PCR ainda não foi concluído.
Ainda de acordo com a prefeitura, a enfermeira teve piora no quadro de saúde. Após quatro horas de assistência, acabou falecendo.
A prefeitura de Itabira enviou nota, na qual lamenta o ocorrido e “presta condolências à família, manifestando muito pesar por tão grande perda, assim como se solidariza com cada um e com os diversos profissionais de saúde nesse momento de dor”.
Covid-19 em Itabira
De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela prefeitura de Itabira neste domingo (13), a cidade teve 4.577 casos confirmados da doença. Desse total, 467 pacientes seguem em isolamento domiciliar. Outras 26 pessoas estão internadas, nove delas em leitos de UTI. O número de mortes, no município, por causa da doença chegou a 32.
Há, ainda, 4.022 notificações de síndrome gripal não especificada. Isso faz com que 720 pessoas sejam monitoradas. Outras 3.289 já cumpriram isolamento. Há 12 pessoas internadas, quatro delas em UTI. E há uma morte sob investigação, que é a enfermeira, de 36 anos.
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