Juiz de Fora tem redução de quase 20% nos registros de crimes violentos em 2020


Registros de roubos, lesão corporal, furto e violência doméstica também caíram no comparativo com os meses de janeiro a novembro de 2019. Casos de estupro de vulnerável cresceram na cidade. Dados são da Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Delegacia de Polícia Civil no Bairro Santa Terezinha, em Juiz de Fora
Reprodução/TV Integração
Os registos de crimes violentos em Juiz de Fora em 2020 tiveram uma redução de 19,68% em comparação com 2019. Os dados da Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) são referente ao período entre janeiro e novembro.
São classificados como crimes violentos: homicídio tentado e consumado, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado tentado e consumado, estupro tentado e consumado, estupro de vulnerável tentado e consumado, roubo tentado e consumado e extorsão tentada e consumada.
Além dos crimes violentos, houve queda de 21% nos registos de roubos, furtos e lesão corporal. O número de ocorrências de violência doméstica também caiu quase 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por outro lado, em Juiz de Fora foi registrado aumento em dois tipos de crimes violentos: estupro de vulnerável e sequestro e cárcere privado. (Veja abaixo mais informações)
O cenário na cidade é uma reflexo do registrado no estado. Conforme anunciado pelo observatório de Sejusp nesta quarta-feira (16), Minas Gerais encerrou novembro com recorde na redução da criminalidade pelo segundo ano consecutivo.
Até novembro, houve queda de 33,3% nos registos de crimes violentos no Estado, o melhor resultado em criminalidade dos últimos nove anos. Esse percentual representa a ocorrência de menos 21.194 mil crimes violentos em relação a 2019 em Minas Gerais.
O comparativo foi feito pela reportagem do G1 com base nos dados disponíveis no site da Sejusp.
Os dados utilizados pela Sejusp foram consultados no Armazém de Dados do Sistema Integrado de Defesa Social (Armazém Sids). Nele, são compilados os Registros de Eventos de Defesa Social (Reds) para todas as naturezas de crimes.
Por ser um sistema integrado, o Armazém Sids abrange todas as notificações registradas pela Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Sistema Prisional e Sistema Socioeducativo.
Crimes violentos
O indicador de crimes violentos é o somatório dos seguintes crimes: homicídio tentado e consumado, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado tentado e consumado, estupro tentado e consumado, estupro de vulnerável tentado e consumado, roubo tentado e consumado e extorsão tentada e consumada.
Houve crescimento no número de registros de estupro de vulnerável consumado: foram 21 entre janeiro e novembro de 2019 e 32 no mesmo período de 2020, um aumento de 52,38%. O número de estupros foi mesmo registrado nos dois comparativos.
Os registros de casos de sequestro e cárcere privado também aumentaram em 25%: eram quatro em 2019 e cinco em 2020.
Já os outros crimes violentos registraram queda, incluindo homicídio consumado e tentado, roubos, extorsões e outros. Veja a tabela abaixo.
Crimes violentos em Juiz de Fora
Alvos de roubo
O número de roubos a transeuntes foi o que teve maior redução no comparativo entre 2019 e 2020, uma queda de 24,37%. Também houve diminuição de 15% no número de roubos a residência.
Não foi registrado roubo a cargas em 2019 e 2020.
Alvos de roubo em 2019/2020 em Juiz de Fora
Outras naturezas
Na categoria de registros de outras naturezas estão os crimes de furto e lesão corporal. Na comparação de 2020 ante 2019, estes crimes caíram 21,43% em Juiz de Fora.
Crimes de outra natureza em Juiz de Fora
Violência doméstica e familiar contra a mulher
Em 2019, entre janeiro e novembro, foram 4.572 registros de violência doméstica e familiar contra a mulher em Juiz de Fora. Em 2020, foram 4.024, ou seja, uma queda de 11,98% em relação ao ano anterior.
A média de registros em 2019 foi de 415 por mês; neste ano, a média mensal foi de 365 casos de violência contra a mulher na cidade.
Para este levantamento, foram considerados os casos em que a relação entre vítima e autor seja de cônjuge ou companheiro; ex-cônjuge ou ex-companheiro; cônjuge; ex-cônjuge; filho ou enteado; irmão; namorado (a); relacionamento extraconjugal; pais ou responsável legal; coabitação/hospitalidade/relações domésticas; avôs/bisavôs/tataravôs; netos/bisnetos/tataranetos.
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