Justiça do DF condena supermercado a indenizar cliente atropelado por empilhadeira


Caso ocorreu em abril; pagamento foi fixado em R$ 6 mil. Super Adega afirma consumidor foi devidamente assistido e que não irá recorrer da decisão. Supermercado atacadista Super Adega, em Brasília, em imagem de arquivo
TV Globo/Reprodução
O Juizado Especial Cível do Guará condenou um supermercado de Brasília a indenizar um cliente que fraturou cinco dedos do pé após ser atropelado por uma empilhadeira, enquanto estava no estabelecimento. O caso ocorreu em abril deste ano.
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A decisão, de primeira instância, fixou uma indenização total de R$ 6 mil mil por danos morais. A juíza Wannessa Dutra Carlos determinou também que o Atacadista Super Adega deverá ressarcir a quantia de R$ 108,60 ao cliente, valor gasto por ele em curativos e remédios.
Cabe recurso da decisão. Acionada pelo G1, a Super Adega disse que “o cliente foi devidamente assistido, conforme consta no processo e na sentença” e informou que não irá recorrer da decisão.
No entanto, no processo o supermercado alegou que “não há provas de que o incidente tenha ocorrido”.
Na ação, o cliente disse que fazia compras quando foi atropelado pela empilhadeira. Ele afirma que o incidente causou a fratura dos cinco dedos do pé direito, esmagamento e traumatismo, além de necrose tecidual, edema e hematoma.
O consumidor contou ainda que, por conta das lesões, recebeu atestados médicos que, juntos, somaram mais de 30 dias de afastamento do trabalho.
Lesões graves
Fórum do Guará, em imagem de arquivo
TJDFT/Divulgação
Ao decidir sobre o caso, a magistrada disse que os documentos apresentados pelo cliente mostraram que o acidente ocorreu nas dependências do supermercado. Para a juíza, o acidente causou lesões ao cliente, que deve ser indenizado.
“Ocorreu sim verdadeiro acidente de consumo. Do acidente, decorreram lesões graves no pé do requerente. Não somente as fraturas, mas também necrose da pele”, disse a juíza Wannessa Dutra.
A magistrada lembrou também que “não há dúvidas do desgaste e da angústia vivenciados pelo requerente decorrente da incerteza na sua recuperação, mas também das idas e vindas da fisioterapia e dos médicos (perda de tempo útil) pelo qual o requerido deverá ser responsabilizado moralmente”, pontuou.
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