Justiça do DF manda soltar filhos de delegado flagrado com plantação de maconha em casa


Ana Flavia Rubenich e Marcos Rubenich Marinho de Noronha foram presos em 4 de dezembro, após Polícia Civil encontrar plantação na chácara do pai deles. Defesa afirma que irmãos não têm vínculo com tráfico ou associação ao tráfico. Delegado preso com plantação de maconha em casa no DF, em imagem de arquivo
TV Globo/Reprodução
A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta sexta-feira (11), a soltura de Ana Flavia Rubenich e Marcos Rubenich Marinho de Noronha. Eles são filhos do delegado Marcelo Marinho de Noronha e foram presos, junto com o pae e a madrasta, no dia 4 de dezembro, por tráfico de drogas.
Delegado do DF flagrado com plantação de maconha em casa é exonerado de cargo em comissão disciplinar
Delegado preso no DF produzia maconha ‘em escala industrial’, diz Polícia Civil
A polícia encontrou uma plantação de maconha na chácara do delegado, na região de São Sebastião, no DF (entenda abaixo). Marcelo Marinho e a esposa continuam presos. O delegado foi exonerado de um cargo comissionado que possuía na Comissão Permanente de Disciplina (CPD) da Polícia Civil.
O desembargador George Lopes, que concedeu a liberdade aos filhos do delegado, citou na decisão que “os fatos não envolveram violência ou grave ameaça e a gravidade abstrata não é suficiente para a imposição da medida extrema”. Ao G1, a defesa dos irmãos afirmou que eles não têm nenhum vínculo com o tráfico de drogas ou com associação ao tráfico.
“Além disso, são primários, de bons antecedentes, estudantes universitários e sequer tiveram passagens quando adolescentes.”, diz a decisão.
Pelo menos quatro medidas devem ser obedecidas pelos irmãos:
Manter endereços e número de telefones atualizados
Não se ausentar da localidade onde moram
Não mudar de residência sem comunicar à Justiça
Comparecer a todos os atos do processo
A investigação
Pés de maconha apreendidos em casa de delegado da PCDF, em São Sebastião
PCDF/Divulgação
Segundo a Polícia Civil, Marcelo Marinho de Noronha produzia maconha “em escala industrial”. A operação foi conduzida pela Corregedoria-Geral da corporação e apreendeu 128 pés da droga e R$ 3,5 mil em espécie.
A investigação durou dois meses e teve início após uma denúncia anônima. No imóvel, na região de Nova Betânia, os agentes encontraram estufas, sementes de cannabis sativa e iluminação artificial, que seria usada para potencializar o crescimento das plantas.
Ao transformar a prisão em flagrante dos suspeitos em preventiva – por tempo indeterminado –, o juiz Evandro Moreira da Silva citou o “método sofisticado de produção dos entorpecentes”. Segundo o documento da Justiça, a família possuía “um arsenal de equipamentos que possibilitariam o plantio em larga escala”.
“A grande quantidade de plantas encontradas no local está a indicar, ao menos neste momento indiciário, a configuração do delito de tráfico, e não apenas a de produção para uso próprio da substância.”
Antes de atuar na Comissão Permanente de Disciplina, Marcelo Marinho de Noronha foi diretor da Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II) e delegado-chefe da 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul.
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