Justiça Eleitoral condena prefeitos eleitos de três cidades da Grande SP


Em Cotia, TSE cassou atual mandato Rogério Franco por abuso do poder político e econômico na campanha eleitoral de 2016, mas ele pode assumir a próxima gestão. Em São Caetano e em São Lourenço, prefeitos eleitos tiveram candidaturas indeferidas, mas venceram eleições. Cidades da Grande São Paulo vivem confusão eleitoral
A Justiça Eleitoral condenou prefeitos eleitos de três cidades da região metropolitana de São Paulo.
Em Cotia, a Justiça cassou o atual mandato do prefeito reeleito, Rogério Franco, do PSD. O cargo deve ser ocupado pelo presidente da Câmara Municipal.
Em São Caetano do Sul, na região do ABC, o prefeito reeleito José Auricchio, do PSDB, foi reeleito mesmo com o registro de candidatura indeferido.
A situação é parecida com São Lourenço da Serra, onde o registro da candidatura do prefeito eleito, Fernandão, do PSDB, também havia sido negado durante a campanha eleitoral.
À reportagem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a diplomação dos prefeitos eleitos em todo o país devem ser feitas até sexta-feira (18).
Cotia, São Caetano e São Lourenço, na Grande São Paulo, vivem confusão eleitoral
TV Globo/Reprodução
Situação em Cotia
Ainda no começo de novembro, o atual mandato de Rogério Franco foi cassado por abuso do poder político e econômico na campanha eleitoral de 2016, mas ele recorreu da decisão e permaneceu no cargo aguardando o novo julgamento.
Como os direitos políticos de Franco não foram suspensos, ele seguiu com a campanha eleitoral para tentar se reeleger e conseguiu, com quase 50% dos votos válidos.
Na quinta-feira (10), a Justiça Eleitoral manteve a cassação do atual mandato. Franco, mais uma vez recorreu, dessa vez ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesta segunda-feira (14), a porta de entrada da sede da Prefeitura de Cotia apresentava cartazes na que informavam “apenas trabalho interno”.
A reportagem encontrou o vice-presidente da Câmara da cidade, Eduardo Nascimento, do PSB, no local. Ele tentava entregar o documento que comunicava a necessidade de transferência do cargo para o presidente da Câmara, que é da base de apoio do prefeito.
No próximo dia 1 de janeiro Rogério Franco deve voltar a assumir a Prefeitura para o novo mandato, mesmo com o atual cassado pela Justiça Eleitoral.
A reportagem questionou, mas Rogério Franco, disse que não ia comentar a sentença da Justiça eleitoral. Ele ainda vai tentar suspender a decisão.
Situação em São Caetano
A candidatura para reeleição do prefeito José Auricchio Júnior, do PSDB, foi indeferida durante a campanha eleitoral porque ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O prefeito tem duas condenações por receber doações irregulares na campanha de 2016.
O candidato recorreu e aguardou a decisão ainda em campanha. Foi reeleito com 45% dos votos válidos.
No começo de dezembro, o Tribunal Regional Eleitoral manteve a cassação. No site da Justiça Eleitoral, a cidade aparece sem prefeito eleito.
Questionado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) disse que não pode comentar o caso de São Caetano porque ainda está em andamento. A reportagem também tentou contato com o advogado de José Auricchio, mas não obteve retorno.
José Auricchio Júnior (PSDB), prefeito de São Caetano do Sul, na Grande SP.
Divulgação
Situação em São Lourenço
A situação é parecida com a de São Lourenço da Serra, onde não há prefeito eleito de acordo com a Justiça Eleitoral.
Fernando Antônio Seme, o Fernandão, do PSDB, também foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e teve a candidatura indeferida.
Durante o andamento do processo na Justiça, contudo, foi vencedor nas urnas, com 42% dos 12 mil eleitores da cidade.
Questionado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) disse que não pode comentar o caso de São Lourenço da Serra porque ainda está em andamento. A reportagem também tentou contato com o advogado de Fernandão, mas não obteve retorno.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.