Justiça manda a júri popular PM acusado de matar guardador de carro, em Londrina


Juiz Paulo Cesar Roldão afirmou que não é possível afirmar se policial de folga agiu em legítima defesa e que, por isso, ele deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. Defesa diz que decisão significa ‘inversão de valores’. Justiça determina que PM vá a júri popular por morte de flanelinha, em Londrina
A 1ª Vara Criminal de Londrina, no norte do Paraná, decidiu que um policial militar acusado de matar um guardador de carros a tiros deve ir a júri popular.
Segundo o juiz Paulo Cesar Roldão, como não ficou comprovado que o Cleber Henrique Mendes, de 30 anos, agiu em legítima defesa, ele deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão é de quinta-feira (10).
O crime aconteceu em setembro de 2019. Os disparos aconteceram perto da esquina das ruas Paes Leme e Mato Grosso, no centro da cidade. Câmeras de monitoramento flagraram o momento em que o PM de folga e a vítima discutem do lado de fora de uma barbearia.
Na época, a Polícia Militar informou que o guardador de carro entrou no estabelecimento e discutiu com os presentes. Ao sair do local, os dois discutiram e, segundo a PM, Emerson Garcia tentou esfaquear o policial.
Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o guardador de carros e o PM discutem, em Londrina
Reprodução/RPC
Segundo a PM, Cleber atirou contra a perna da vítima e depois contra o corpo dela, a fim de se proteger das facadas.
O que dizem as defesas
O advogado que representa o PM Cleber Mendes disse que a sentença “se traduz em uma total inversão de valores”. De acordo com a defesa, o policial se defendeu legitimamente de um ataque a facas.
A defesa do réu afirmou que vai entrar com um recurso no Tribunal de Justiça.
O advogado da família de Emerson Garcia, o guardador de carros, disse que “a defesa quis colocar o homicídio na conta da vida pregressa da vítima”, mas que “abusos devem ser punidos nos termos da lei”.
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