Lagoa da Pampulha: preservação do patrimônio é desafio nos 123 anos de BH


Desde 2016, complexo é Patrimônio Cultural da Humanidade, mas ainda existem reformas e manutenções a serem feitas. Pampulha conquistou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade em 2016.
TV Globo/Reprodução
Em 2016, o complexo arquitetônico da Pampulha ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. A nomeação veio acompanhada de recomendações para que a paisagem local fosse preservada de forma completa e, para isso, seria necessário manter os níveis de limpeza da lagoa, recuperar trechos paisagísticos e remover um anexo do Iate Tênis Clube. Hoje, no aniversário de 123 de Belo Horizonte, ainda há muito o que ser feito para atender a essas recomendações.
Um dos prédios do Iate Tênis Clube, conhecido como “puxadinho”, foi erguido na década de 1970 e não estava no projeto original. No ano passado, a justiça cobrou esclarecimentos da prefeitura sobre a demolição, mas o prédio continua do mesmo jeito.
De acordo com a Fundação Municipal de Cultura, o projeto para demolição do anexo está sendo elaborado e será entregue até fevereiro.
A Lagoa da Pampulha também é motivo de atenção. Ela está no nível três de poluição, o que significa que as pessoas podem se aproximar, mas não devem ter contato com a água. Além disso, o mau odor chama atenção de quem passa pela região.
Poluição e mau cheiro atrapalham charme da Lagoa da Pampulha.
TV Globo/Reprodução
De acordo com a auxiliar fiscal, Gabriela Campos, a paisagem é encantadora, mas infelizmente tem pontos desagradáveis.
“O cheiro estava bem ruim e havia muita sujeira dentro da água. A gente fica até triste por conta disso. A cor da água também foi algo que me chamou bastante a atenção”, relata.
Ainda assim, a beleza imponente da Lagoa e sua orla não passa despercebida pelos inúmeros moradores de Belo Horizonte e turistas que passam por lá. Para o arquiteto Guilherme Takeda, o fato de a Pampulha ser um patrimônio da humanidade é um bem inestimável, algo que não podemos de maneira alguma deixar passar desapercebido. Segundo ele, é um grande orgulho para o Brasil, não apenas para a cidade de BH.
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