Lavrador que vivia em barracão ganha casa nova construída por voluntários em Palmas


Alberto dos Reis vivia em um barracão de palha, sem energia, nem água encanada. Nova casa tem dois quartos, sala, cozinha e banheiro: ‘Se eles não fazem isso para mim, eu não iria ter’, disse ele. Casa do idoso que morava em barracão é construída por voluntários
Reprodução/TV Anhanguera
O lavrador Alberto dos Reis, de 57 anos, que vivia em um barracão de palha e sem estrutura na zona rural de Palmas, ganhou uma casa novinha, construída por voluntários da Associação Missão de Amor. A entrega foi realizada neste domingo (12), junto com um café da manhã e um almoço para celebrar a realização do sonho do senhor Caçula, como é conhecido. “Se eles não fazem isso para mim, eu não iria ter”.
O G1 contou a história de Alberto em agosto. O agricultor vivia sozinho em um humilde barracão de palha e sem estrutura, com tem três cômodos e alguns móveis velhos. O fogão era feito com tijolos e na prateleira não havia muitos alimentos para o consumo. No local, não tinha energia instalada e a pouca água que ele consumia, era tirada de um poço aberto no quintal.
A virada na vida do lavrador Alberto dos Reis foi possível graças a uma corrente de voluntariado. A nova casa tem dois quartos, sala compartilhada com cozinha e banheiro. O projeto foi pensado para o conforto do seu Alberto.
“O mais importante de tudo isso é a obra interior. O que isso gerou para cada voluntário, para cada pessoa que doou. O melhoramento pessoal, eu acho que foi o primeiro passo para uma grande ação do nosso projeto. Isso, com certeza, melhorou muito na vida de cada um que está aqui contribuindo”, relatou o presidente da associação Fernando César Amaral.
A nova moradia foi construída em quatro meses. Mais de 30 pessoas se envolveram no projeto. Este domingo foi de comemoração. Teve café da manhã, entrega de presentes de Natal para as crianças da comunidade e um almoço preparado por pessoas que aceitaram a missão de ajudar ao próximo.
Idoso que morava em barracão ganha casa construída por voluntários
O cardápio foi preparado pela chef de cozinha Jéssica Oliveira. “Cada um colabora com a sua profissão, com o seu esforço, com dedicação ao projeto. E hoje a gente organizou essa galinhada para fechar com chave de ouro todo esse período que a gente trabalhou, arrecadou e se esforçou, cada um da maneira que podia, para entregar a casa do seu Caçula hoje”.
Além da estrutura, os voluntários entregaram a casa mobiliada. Para construir, foram arrecadados R$ 30 mil. A unidade foi planejada pelos profissionais que fazem parte da associação. Uma obra desenhada para deixar o morador bem à vontade.
O lugar é arejado. Os voluntários pensaram também na segurança do agricultor. A Annanda Omi é arquiteta e decidiu dedicar tempo e conhecimento a quem precisa. “A gente pegou a mão de obra da comunidade e a gente viu que eles também necessitam. E a gente entrou em um acordo e conseguimos pagar uma quantia para eles estarem trabalhando aqui”.
Um projeto construído em um lugar distante, no meio do cerrado, onde não há energia elétrica e tampouco, água encanada. Mas que mostra a força do voluntariado. “Eu dormi de ontem para hoje, foi muito bom. Custei muito dormir, olhando, olhando. Mas dormi. Agradeço muito a eles, agradeço quem doou para mim e agradeço que não pôde doar, porque as vezes a condição estava fraca, mas acompanhou meu projeto”.
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