Lojistas de Mogi das Cruzes passam a atender clientes em casa para manter vendas na pandemia

Com lojas fechadas ou sem condições de manter o aluguel de estabelecimentos comerciais, lojistas adaptaram as próprias casas para receber consumidores. Inovações e alternativas de empreeendedores do Alto Tietê para prosseguir com as vendas
Uma das principais consequências da pandemia do coronavírus foi o fechamento de pequenos comércios. Com a redução no número de clientes nas ruas, queda nas vendas e sem condições de manter o aluguel dos estabelecimentos, alguns empreendedores acabaram fechando suas lojas.
No entanto, há quem tenha aproveitado a ocasião para se reinventar. Em Mogi das Cruzes, duas empresárias resolveram adaptar as próprias casas para receber a clientela. Além do atendimento personalizado, o serviço oferece mais conforto e bons preços.
A casa da Paola Mello Salvarani virou um showroom. Foi a saída que ela encontrou para manter a renda na quarentena. Depois de 10 anos, a empresária devolveu o espaço alugado e levou a loja para o próprio lar. O ambiente confortável e bem decorado tem tudo que uma loja oferece. A esteticista Kitty Grejo aprovou. “Ela levava as peças, mas eu gostaria de uma loja onde eu pudesse colocar a mão. Então esse formato foi perfeito.”
A empresária também mima as clientes com um banquete, que vem lá da cozinha. Porém, ela conta que o melhor dessa nova fase são os preços, que ficaram mais atrativos.
“Eu tinha um aluguel alto, tínhamos que ter funcionários lá na loja e aqui a gente conseguiu reduzir e enxugar tudo isso. E com isso, eu consigo repassar o produto final, um preço muito mais atraente”, afirma Paola.
Entre um atendimento e outro, a Paola ainda pode ficar com a filha. A Laura, de 7 anos, mostra jeito para seguir os passos da mãe. A empresária não é a única a descobrir que se reinventar pode trazer tantos benefícios.
O Fecomércio calcula que mais de 202 mil empresas encerraram as atividades em 2020, sendo a maioria de pequeno porte. Não tem sido fácil pagar o aluguel diante desse cenário tão instável. Porém, quem vê as lojas fechadas e com anúncio de aluguel pode até achar que desistiram do negócio, mas isso não é verdade.
A Juliana Campos, assim como a Paola, resolveu migrar para um atendimento mais personalizado. Dentro do próprio apartamento, ela montou uma estrutura para acolher a clientela. Algumas das peças da loja foram mantidas e, com estoque menor, ela consegue levar novidades toda semana.
No entanto, o processo de mudança não foi fácil. “A gente inaugurou a nossa loja em fevereiro de 2020 e fechamos um mês e dez dias depois por conta da pandemia. A gente achou melhor a gente fechar a loja e iniciar um projeto showroom onde os custos seriam menores e a gente poderia investir em outras coisas. Como empresa de marketing para nos dar um suporte”, explica Juliana.
Para sobreviver, tem que se reinventar. Sem a vantagem do consumidor que passa na rua e entra na loja, a Juliana precisou dar um jeito. Agora ela chama a clientela pela internet.
“Recebi um feedback que as clientes gostaram mais dessa opção de ter um atendimento exclusivo, com privacidade, delas poderem escolher as peças com mais calma também, poder tomar um café e assim, a gente poder priorizar o relacionamento com o cliente.”
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