Lúcia Menezes cai no choro de Chico Buarque em álbum com sambas de Assis Valente e Adriana Calcanhotto


Cantora cearense transita entre o nordeste do Brasil e o Rio de Janeiro no repertório do sétimo disco. ♪ Foi da letra de Um chorinho – música de Chico Buarque, apresentada em 1967 na voz do compositor – que Lúcia Menezes extraiu o verso que batiza o sétimo álbum da cantora cearense residente no Rio de Janeiro, “Até que alguém me faça coro pra cantar na rua”.
Gravado no fim de 2019 e lançado neste mês de dezembro de 2020, o disco repete a receita do antecessor Lúcia (2017) ao ostentar produção musical de José Milton e arranjos criados pelo pianista Cristovão Bastos e pelo violonista João Lyra.
Aberto com Rancho das borboletas (2017), marcha-rancho de Miguel Rabello com versos de Paulo César Pinheiro, o álbum alinha no repertório composições inéditas evocativas da nação nordestina – como Caatinga seca e Quando a égua esfrega o bode, músicas de autoria de Eduardo de Menezes Macedo, filho da cantora – entre regravações nada óbvias de Aquele olhar (Nonato Luiz e Abel Silva, 2000), Pra incendiar seu coração (Moraes Moreira e Patinhas, 1981) e dos sambas E bateu-se a chapa (Assis Valente, 1935) e Você disse não lembrar (Adriana Calcanhotto, 2011).
No álbum “Até que alguém me faça coro pra cantar na rua”, Lúcia Menezes também dá voz ao antológico choro Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu, 1931) – com a letra escrita em 1944 por Aloysio de Oliveira (1914 – 1995) – e apresenta Ciranda do beijo roubado (João Lyra e Zeh Rocha) e Lua de esperar (Cristovão Bastos e Roberto Didio), transitando entre o nordeste do Brasil e o Rio de Janeiro.
Capa do álbum “Até que alguém me faça coro pra cantar na rua”, de Lúcia Menezes
Leo Aversa
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