Macapá planeja imunização contra a Covid-19 em 3 fases, mira em 2 vacinas, mas não dá prazo


Plano apresentado nesta segunda-feira (14) define prioridade aos grupos de risco e elenca 10 postos de vacinação. Data para aplicação das doses depende de autorização da Anvisa. Prefeito de Macapá, Clécio Luís (centro), em anúncio de plano de vacinação contra Covid-19
Victor Vidigal/G1
A prefeitura de Macapá anunciou, na manhã desta segunda-feira (14), o plano de vacinação contra a Covid-19 na capital. Ficou definido que a imunização será dividida em 3 fases, dando prioridade aos grupos de risco. O processo deve acontecer somente quando houver a disponibilização da vacina no Brasil e, por enquanto, não há prazo para iniciar a aplicação das doses.
De acordo com o prefeito Clécio Luís (sem partido), o Município já fez contato com o Instituto Butantã, em São Paulo, e também com o Ministério da Saúde (MS) para ter prioridade no recebimento de duas vacinas que vêm sendo estudadas pelas organizações: CoronaVac e Pfizer, respectivamente.
Ainda segundo Clécio, assim que qualquer uma das duas vacinas tiver autorização de fabricação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Município já teria como adquiri-las e iniciar a defesa imunológica da população de Macapá.
Segundo a prefeitura, o Município dispõe de recursos no orçamento próprio para adquirir a vacina do Instituto Butantã, caso seja a primeira autorizada pela Anvisa. Porém, se espera que a Pfizer seja autorizada e distribuída gratuitamente aos municípios pelo governo federal.
Já se sabe que a imunização será feita em duas doses, com a segunda sendo aplicada 21 dias depois da primeira. É estimada a vacinação de 73 mil pessoas na 1ª fase, que deve durar 4 dias; na segunda, a previsão é de 27 mil pessoas imunizadas em 2 dias; e na terceira, será a vez do restante da população (leia mais abaixo).
Vacina CoronaVac é uma das que podem ser disponibilizadas em Macapá
Divulgação
Foram selecionados 10 postos de vacinação em Macapá. Poderão ser disponíveis à população tanto a CoronaVac quanto a Pfizer, mas o cidadão só poderá receber as doses de uma das substâncias. Isso porque a Pfizer utiliza tecnologia de RNA mensageiro para combater o novo coronavírus, e a CoronaVac utiliza o vírus inativo.
“Não podemos correr o risco de vacinar a pessoa na primeira dose com um tipo de tecnologia e ela faltar na segunda dose e a pessoa receber um outro tipo de tecnologia. Isso não funciona. Então, quando nós vacinarmos, a 1ª e a 2ª fase já terão as mesmas quantidades de vacinas guardadas para segunda dose dessas mesmas pessoas”, ressaltou o prefeito.
Entenda as fases de vacinação
Grupos da 1ª fase: trabalhadores da saúde, população indígena e quilombola, pessoas de 60 anos ou mais e pessoas com comorbidades (hipertensão, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, doenças renais e pulmonares obstrutivas crônicas, transplantados, acamados, obesidade grave, anemia falciforme, câncer, entre outros).
Grupos da 2ª fase: trabalhadores da educação, das forças de segurança e salvamento, e funcionários do sistema prisional.
Grupos da 3ª fase: outros trabalhadores da linha de frente, pessoas de 40 a 59 anos e o restante da população.
Postos de vacinação
Zona Norte
Rodovia do Curiaú
Praça Raimunda Capiberibe
Zona Sul
Sambódromo
Zona Leste
Praça Beira Rio
Praça Floriano Peixoto
Praça Nossa Senhora da Conceição
Zona Oeste
Praça Duque de Caxias
Praça do Cabralzinho
Marabaixo 1 e 2
Centro
Praça do Barão
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