Maquiadora denuncia importunação sexual dentro de supermercado, em BH

O EPA informou, em nota, que o homem suspeito de ter atacado a mulher, tem problemas mentais e que não pode impedir a entrada de clientes no estabelecimento. Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, em Minas Gerais, foram feitos 2037 registros deste tipo de crime, de janeiro a novembro, desde ano. Mulher denuncia que foi vítima de importunação sexual, em supermercado
Uma maquiadora afirmou ter sido vítima de importunação sexual, dentro de uma loja do supermercado EPA, no bairro Jaraguá, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (15). Ana Clara Alves Ferreira procurou a Polícia Militar (PM) e registrou um boletim de ocorrência.
Ela contou em seu perfil nas redes sociais que estava fazendo compras no supermercado, quando o homem a segurou por trás e a importunou sexualmente. Ana Clara disse que pediu ajuda aos funcionários e “ninguém fez nada”.
“Um absurdo o que aconteceu comigo dentro do EPA. Eu fui importunada sexualmente e o EPA não fez nada. Eu ouvi de duas funcionárias que o cara que me importunou é normal, ele tem problema de cabeça”, contou a maquiadora.
“O segurança não fez nada, tem o vídeo que comprova ele encostando a mão em mim, ele chegando perto de mim, ele encaixou por trás gente, por trás”, disse ela.
Em nota, o supermercado EPA disse “Não compactuar com nenhum tipo de assédio ou desrespeito ao direito de cada um”. Informou também que “nossa equipe de segurança se apresentou na loja no momento do ocorrido e acompanhou o desenrolar dos fatos”.
Ainda em nota, EPA disse que o homem que atacou Ana Clara tem problemas mentais e que não pode impedir a entrada de clientes nos estabelecimentos. “Os responsáveis pela segurança a acompanharam, evitando a importunação coercitiva ao indivíduo, deixando essa responsabilidade para a Polícia Militar”, informou a nota.
Importunação sexual é crime
A importunação sexual é qualquer tipo de toque em partes íntimas de uma pessoa sem que ela concorde com isso. É considerada crime desde 2018. A pena pode chegar a cinco anos de prisão.
Segundo a professora de direito penal, Camila Félix, é importante que a mulher vá a uma delegacia especializada registrar o que aconteceu.
“É muito importante que ela visualize se no local onde aconteceu o fato tem algum tipo de câmera ou uma pessoa que possa contribuir para as provas que ela for apresentar na delegacia. Se tiver câmeras, por exemplo, ela deve solicitar diligência imediatamente à delegacia responsável”, explicou.
Camila ainda disse que a reunião de provas “é o fator facilitador para uma futura condenação ou para um eventual processo cível. Então, você precisa de fazer com que essas provas sejam robustas. Não basta só ser uma palavra contra a outra, é importante formatar essas provas por meio de testemunhas, câmeras ou vídeos”, disse a professora.
Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, em Minas Gerais, foram feitos 2037 registros deste tipo de crime, de janeiro a novembro, desde ano.
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