Marc Sousa aponta hipocrisia em pandemia: ‘Passou a eleição e tudo ficou pior’

Em meio a um aumento no número de casos e mortes causadas pela Covid-19, o governo de São Paulo anunciou uma série de novas restrições para frear o avanço da doença. Além do regresso à fase amarela do plano de flexibilização das atividades, foram anunciadas medidas que ampliam o horário de funcionamento de shoppings e comércios e que limitam a venda de bebidas alcoólicas até as 20h, sendo que restaurantes poderão funcionar até as 22h. Durante sua participação do programa 3 em 1, transmitido pela Jovem Pan, o comentarista Marc Sousa disse que está havendo hipocrisia por parte dos governantes, que esperaram as eleições passarem para anunciarem medidas restritivas. “Passou a eleição e tudo ficou pior. Claro, a eleição foi a grande propagadora do vírus e houve hipocrisia de muitos prefeitos de não fecharem nada para não perderem votos. Ai passou a eleição e começaram a fechar”, disse Sousa, que também apontou pontos positivos no decreto paulista. “esse decreto de São Paulo parece inteligente. Pela primeira vez, São Paulo começa a romper essa lógica unânime de fechar tudo. Vamos ampliar o horário de funcionamento dos shoppings e do comércio por que a lógica é simples: se você precisa evitar aglomeração, quando você estende o horário, você dá mais possibilidade às pessoas. Elas podem ir em horários diferentes e facilita o distanciamento. É importante falar em abrir as coisas”, continuou o comentarista.

Sousa também comentou sobre o ‘Kit Covid’, apelido dado a iniciativa do governo em distribuir medicamentos como a hidroxicloroquina e do antibiótico azitromicina através do programa Farmácia Popular. Ao falar sobre o tema, o comentarista reforçou que a decisão de tomar o medicamento ou não cabe ao médico e a politização da questão é um “absurdo”. “É importante reforçar que esse batismo que parte das pessoas chamaram de ‘Kit Covid’ é medicamento, é remédio. E eu quero bater nesse ponto: a discussão de que remédio se toma ou não é entre o médico e seu paciente. É uma decisão técnica do médico que vai receitar ou não. Ponto. O pessoal quer politizar se compra ou não remédio. Olha o absurdo que o Brasil chega”, disse Sousa, que concluiu: “O médico vai decidir se o remédio é útil naquele momento ou não”.

Confira na íntegra a edição do 3 em 1 desta sexta-feira, 11:

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