MDB decide lançar candidato à presidência do Senado; nome ainda não foi definido

Legenda é a maior da Casa, com 13 senadores; decisão tem potencial de enfraquecer candidatura articulada por atual presidente, Davi Alcolumbre. Eleição será em 1º de fevereiro. A bancada do MDB no Senado decidiu nesta quarta-feira (16) lançar uma candidatura à presidência do Senado. O nome da sigla para a disputa marcada para fevereiro do próximo ano, contudo, ainda não foi definido.
O MDB é a maior bancada do Senado, com 13 senadores. Três nomes aparecem como favoritos a representar o partido na eleição que definirá o sucessor de Davi Alcolumbre (DEM-AP):
Simone Tebet (MDB-MS), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado;
Eduardo Braga (MDB-AM), atual líder do MDB no Senado;
Eduardo Gomes (MDB-TO), atual líder do governo no Congresso.
“A bancada do MDB decidiu pelo consenso interno, comprometendo-se a dialogar com todas as bancadas, para apresentar um candidato único do partido para a sucessão da Presidência do Senado, na próxima eleição da Mesa. Essa decisão reflete a força e a unidade do MDB”, diz nota do partido divulgada após a reunião desta quarta-feira.
A decisão do MDB tem potencial para enfraquecer a candidatura do DEM, articulada por Alcolumbre depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade do senador do Amapá disputar a reeleição para a principal cadeira do Senado.
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Desde então, Alcolumbre tenta viabilizar a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Outra alternativa ventilada para a disputa no Senado é a de Antonio Anastasia (PSD-MG), atual vice-presidente da Casa. Ele é filiado ao PSD, segunda maior bancada, com 12 integrantes.
O Podemos, partido com 10 representantes no Senado, também reuniu a bancada nesta semana. Liderada por Alvaro Dias (Pode-PR), a sigla poderá lançar candidatura própria ou apoiar um candidato que “se comprometa com as ideias do partido”.
Essa candidatura poderia contar com o apoio de integrantes do grupo intitulado Muda Senado, que, além do Podemos, reúne parlamentares de siglas como o PSL e o Cidadania.
Em 2019, MDB rachou
A busca pela unidade na próxima eleição da Mesa do Senado contrasta com o que ocorreu dentro do MDB no pleito passado, de 2019, que terminou com a eleição de Alcolumbre.
O ex-presidente do Senado e um dos nomes mais influentes da sigla, Renan Calheiros (MDB-AL), venceu uma disputa apertada dentro da legenda contra Simone Tebet (MDB-MS) – filha de Ramez Tebet, emedebista que presidiu o Senado de 2001 a 2003 e faleceu em 2006.
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Diante da divisão, Simone retirou a candidatura e passou a apoiar a eleição de Davi Alcolumbre. Renan Calheiros desistiu de concorrer com o processo eleitoral já em andamento. A votação naquele ano foi tumultuada, marcada por bate-bocas e tentativa de fraude.
Na distribuição das principais cadeiras da Casa, após a eleição de Alcolumbre, a parlamentar do Mato Grosso do Sul ficou com a presidência da CCJ, principal colegiado do Senado.
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