Médico Paulo Menezes assume coordenação do Centro de Contingência do Coronavírus de SP


Mudança ocorre após professor da Unifesp, José Medina, pedir para deixar o posto. Ele segue membro do comitê, mas grupo volta a ser comandado por Menezes, que é coordenador do Centro de Doenças do estado de SP. Médico Paulo Menezes assume comitê de Covid de SP
Reprodução/TV Globo
O Coordenador do Centro de Controle de Doenças do estado de São Paulo, Paulo Menezes, assume o comando do Centro de Contingência do Coronavírus.
A mudança foi anunciada pelo governador João Doria nesta segunda-feira (14), e ocorre após o professor José Medina pedir para deixar o cargo.
José Medina deixa cargo após 4 meses no posto
Reprodução/TV Globo
Professor de nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Medina deixou neste domingo (13) a coordenação do comitê após ficar 4 meses na função. Ele permanece como membro do grupo criado para estudar medidas de combate à doença no estado de São Paulo.
A substituição do coordenador passou a ocorrer após a saída do infectologista David Uip. Normalmente, o rodízio ocorre a cada 15 dias.
CoronaVac
Durante a coletiva desta segunda (14), o governo também confirmou a mudança no cronograma de envio dos resultados dos testes da vacina CoronaVac à Anvisa.
Hospitais de campanha
Neste sábado, o governo de São Paulo disse não descartar a possibilidade de reativar os hospitais de campanha em São Paulo.
“Já foi discutido no Centro de Contingência que se houver necessidade da reativação dos hospitais de campanha nós reativaremos.”
A declaração foi dada após a alta nas internações ocorridas nas últimas semanas que aumentou a pressão no sistema de saúde, principalmente nas cidades com menor estrutura para receber os pacientes com Covid-19.
Na capital paulista, o governo estadual abriu hospitais de campanha no Ibirapuera e em Heliópolis. O hospital de campanha do Ibirapuera foi fechado cinco meses após sua inauguração. Já o de Heliópolis, na Zona Sul, funcionou por quatro meses.
Em Osasco, na Grande São Paulo, o hospital de campanha que foi desativado em setembro já teve que ser reaberto para atender casos de menor gravidade encaminhados por unidades de saúde.
A capacidade é de 70 leitos e tinha 23 ocupados neste sábado. A Prefeitura de Osasco disse que pode ampliar para 300 leitos se houver necessidade.
A cidade tem 65% dos leitos de Unidade de Terapia (UTI) ocupados nos hospitais Antônio Giglio (municipal) e no Regional (estadual. Desde o início da pandemia, Osasco já registrou mais de 23 mil casos da doença e 915 mortes.
O estado de São Paulo vem registrando, em média, 7 mil novos casos por dia. A taxa de transmissão do vírus chegou a 1.3 o que significa que cada cem pessoas infectadas podem contaminar até 130.
Um levantamento feito pela TV Globo mostra que apenas parte da região metropolitana mantém as estruturas emergenciais que foram criadas para enfrentar a pandemia. Pelo menos, nove cidades já desativaram leitos, entre elas, Guarulhos, a maior cidade da Grande São Paulo e que está com uma taxa de ocupação dos hospitais em torno de 80%.
Outras oito cidades mantêm os hospitais de campanha funcionando, entre elas, São Bernardo do Campo, a maior do ABC, que também tem taxa de ocupação em 80%.
Na capital, o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido descartou a possibilidade de reativar os hospitais.
“Os hospitais de campanha cumpriram um importante papel, salvaram mais de 10 mil vidas. Mas naquele momento, nós não tínhamos estruturas definitivas como nós temos agora. Então, o município de São Paulo não vai reabrir hospitais de campanha”, declarou.
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