Membro da diretoria do sindicato dos condutores de veículos de Maringá é preso em operação da Polícia Civil


Homem é suspeito de participar de um incêndio criminoso que destruiu seis ônibus do transporte público. Polícia Civil também cumpre ordens de busca e apreensão em Sarandi, Maringá e no interior de São Paulo. Operação prende suspeito de incendiar ônibus em Sarandi
Um membro da diretoria do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar) foi preso em uma operação da Polícia Civil suspeito de participação em um incêndio criminoso que destruiu seis veículos do transporte público Maringá, no norte do Paraná.
Segundo a polícia, Odair de Moura dirigiu o carro que levou as pessoas que invadiram a garagem da concessionária e atearam fogo nos veículos.
A ação, batizada de Ludismo, cumpriu, nesta sexta-feira (11), mandados de busca e apreensão na sede do sindicato e em imóveis localizados em Maringá e Sarandi.
Quatro mandados de prisão preventiva que deveriam ser cumpridos em Sorocaba e Votorantim, no interior de São Paulo, não foram cumpridos por os alvos não foram localizados.
O incêndio atingiu a garagem de ônibus da empresa Cidade Verde, em Sarandi, no norte do Paraná, na madrugada de 23 de setembro. Seis veículos foram totalmente destruídos e um foi parcialmente incendiado. Um galão com um pouco de gasolina perto dos ônibus destruídos.
Imagens de uma câmera de segurança, divulgadas pela polícia ainda em setembro, mostraram homens invadindo o local, ateando fogo e depois fugindo.
Nesta sexta-feira, a polícia divulgou outro vídeo que, conforme as investigações, mostram Odair devolvendo o carro que foi alugado em uma locadora de veículos.
“O principal alvo foi preso. Ele locou o veículo para levar os executores do incêndio. Ele é membro da diretoria e, coincidentemente ou não, o sindicato tentou afastá-lo do cargo depois do dia do incêndio”, explicou o delegado Adriano Garcia.
À época dos fotos, o delegado informou que o crime tinha sido praticado por conta das reivindicações trabalhistas. Os motoristas e cobraram fizeram uma greve pedindo aumento de salários.
A Polícia Civil esclareceu que apreendeu documentos na sede do Sinttromar na tentativa de materializar a ligação entre os suspeitos do incêndio com o sindicato.
“Queremos descobrir quem pagou a estadia e alimentação desses quatro indivíduos que vieram de São Paulo somente para atear fogo nos ônibus”, afirmou o delegado.
Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na sede do Sinttromar, em Maringá
Fernando Lopes/RPC
O que diz o Sinttromar
Por meio de nota, a entidade informou que tem colaborado integralmente com as autoridades policiais. Essa postura do sindicato se mantém desde o incêndio ocorrido na garagem da Cidade Verde.
O Sinttromar reforça seu posicionamento, já divulgado em notas anteriores, de que a entidade não teve qualquer relação com o atentado, tendo, portanto, total interesse no esclarecimento dos fatos com seriedade e com a maior brevidade possível.
Essa apuração é necessária para que o Sinttromar possa, num segundo momento, tomar as medidas cabíveis na Justiça contra inverdades divulgadas sobre a entidade.
Sobre um dirigente que foi conduzido à delegacia para esclarecimentos, o Sinttromar informa que o mesmo alega não ter nenhum envolvimento no atentado. Portanto, não há mais nada a declarar sobre o assunto.
Por fim, a entidade sindical – representante legal dos trabalhadores do transporte rodoviário de carga e de passageiros de toda a região –, repudia com veemência a truculência com que foi empreendida a busca e apreensão. Houve danos materiais à sede da entidade, algo totalmente desnecessário, já que o Sinttromar, desde o início, colocou-se à disposição das autoridades competentes.
Operação Ludismo
Em São Paulo, a ação contou com a participação de equipes da Polícia Civil de Sarandi e Maringá, além de agentes paulistas.
No total, 40 agentes de segurança participaram da ação.
A ação recebeu o nome de Ludismo em referência ao movimento de trabalhadores ingleses do ramo de fiação e tecelagem, que no início do século XIX, ficou conhecido pela destruição de máquinas como forma de protesto.
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