Ministério Público denuncia seis por morte de homem negro dentro do Carrefour

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou seis pessoas pela morte de João Alberto Silveira Freitas. O homem negro foi espancado dentro em um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. O ato de violência foi registrado por câmeras de segurança e o caso revoltou o país.

Os suspeitos no crime já haviam sido indiciados pela Polícia Civil. Agora, o caso será analisado pela Justiça que, se concordar com a avaliação do MPRS, torna os trabalhadores do supermercado réus no processo. Somente depois disso é que eles poderão ser julgados.

O Ministério Público apontou a participação no assassinato de dois seguranças e quatro funcionários do Carrefour. Todos podem ter que responder por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual – motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o MP incluiu o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

Na ação, o órgão estadual ainda pediu que os denunciados respondam ao processo presos.

Relembre o caso

O assassinato de João Alberto Silveira Freitas ocorreu no dia 19 de novembro, quando ele e sua esposa foram até uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. O casal estava no caixa quando, por motivo ainda ignorado, o homem negro faz um gesto para uma funcionária.

Ele foi escoltado por seguranças até a garagem. Vídeos mostram que João Alberto dá um soco em um dos vigilantes. Momentos depois, os seguranças espancam e imobilizam o cliente. O homem negro morreu asfixiado.

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