Mogi-Guararema oferece boa estrutura, mas curvas muito sinuosas exigem cuidado redobrado dos motoristas

Geólogo avalia que pequenos deslizamentos de encostas na via requerem atenção. Mogi-Guararema exige atenção dos motoristas
Apesar de bom estado de conservação, a rodovia Mogi-Guararema (SP 066) requer do motorista, devido às curvas muito fechadas.
Com uma pista simples e trechos sinuosos, rodovia pode ser uma opção para quem vai para o Vale do Paraíba e até para o litoral. Entre as cidades de Mogi das Cruzes e Guararema, a via tem chamado atenção com alguns pequenos deslizamentos.
O geólogo Silvio Pomaro explica que esses deslizamentos em trecho de serra ocorrem em função da desagregação da rocha. “Muita pluviosidade favorece os deslizamentos”, pontua.
Alguns motoristas que trafegam diariamente pela rodovia dizem que a via já melhorou muito nos últimos dez anos, mas que alguns pontos poderiam ser revistos.
“Eu me sinto seguro mesmo. É claro que na época de chuva, a região mais montanhosa gera o risco de deslizamento”, avalia o autônomo André Santos.
Quem administra o trecho do Alto Tietê é o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo o órgão, em fevereiro a rodovia registrou algumas quedas de barreiras em quatro pontos do acostamento, mas em nenhum deles a quantidade de terra ou vegetação ocupou a pista.
O geólogo ressalta que mesmo pequenos deslizamentos precisam de atenção. “Os pequenos deslizamentos são sinais de próximos deslizamentos de proporções maiores. Eles precisam ser monitorados, verificados, para que a rodovia não sofra problemas mais sérios de rompimento da via”, destaca Pomaro.
De acordo com o DER, além dos serviços de manutenção e conservação da via, o departamento investiu no ano passado quase R$ 350 mil em obras para melhorar o sistema de drenagem na rodovia no quilômetro 81, a captação de águas pluviais e evitando erosões ou acúmulo de água na pista.
Segundo o geólogo, as chuvas diárias podem trazer mais danos para o solo do que aquela repentina. Já a vegetação, muitas vezes pode ser até um problema para os deslizamentos, como é o caso da rodovia.
“Ela causa mais perturbações no solo, inclusive, levando água para dentro do maciço. Em área com muito corte e inclinação, não é bom a gente ter [vegetação]”, destaca.
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