MP entra com ação contra organizadores de festa clandestina e pede multa de R$ 100 mil


Promotor Sérgio Clementino afirma na ação pública civil que organizadores descumpriram regras sanitárias e colocaram em risco não só os participantes, mas a sociedade como um todo; festa foi realizada em Rio Preto. Agentes da Guarda e da Vara da Juventude interditam festa com centenas de jovens em Rio Preto
Guarda Municipal/Divulgação
O Ministério Público de São José do Rio Preto (SP) entrou com uma ação contra organizadores de uma festa clandestina realizada em uma chácara, no bairro Estância Vitória, em São José do Rio Preto (SP).
O evento foi promovido de 31 de outubro a 2 de novembro e desrespeitou decretos, regras e medidas sanitárias impostas para evitar novos casos e mortes provocadas pela Covid-19.
Na ação civil pública, o promotor Sérgio Clementino pede R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo, além de estipular outra multa de R$ 100 mil caso a festa clandestina seja realizada novamente.
De acordo com o Ministério Público, cerca de 300 pessoas pagaram ingresso e participaram do evento, que comercializou bebidas alcoólicas e contou com música, pista de dança com iluminação profissional e estacionamento pago.
Depois de ter conhecimento sobre a realização da festa, a Vara da Infância e Juventude de Rio Preto expediu um mandado. Agentes de Proteção do Poder Judiciário, com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), se dirigiram à chácara, onde encontraram participantes sem máscara e aglomerados.
Além disso, um adolescente de 17 anos apresentou às autoridades um documento falsificado em que constava ter 19 anos. As equipes também flagraram um homem portando e fazendo uso de drogas. O evento foi interditado em duas ocasiões, nos dias 1º e 2 de novembro.
Segundo o Ministério Público, não foi possível notificar o proprietário da chácara. Já o organizador da festa foi notificado, mas não prestou qualquer esclarecimento, o que para o promotor demonstra a ausência de comprometimento em impedir a propagação da severa doença, que já ceifou a vida de mais de um milhão e meio de pessoas pelo mundo.
“A conduta dos requeridos, permitindo a realização ou realizando eventos com aglomeração de pessoas, contraria a legislação vigente e as recomendações do poder público e expõe em risco a vida, a saúde e a integridade física de um número incalculável de pessoas”, escreveu o promotor em um trecho da ação.
“São afetados todos os possíveis frequentadores dos eventos e, igualmente, todas as pessoas que com estes mantiverem contato, contribuindo para a propagação do novo coronavírus, para a disseminação da Covid-19 e também para eventuais óbitos”, complementou em outro.
De acordo com o promotor Sérgio Clementino, a ação civil pública será analisada pela Justiça de Rio Preto. A ideia, agora, é ampliar a penalização para os moradores que insistirem em promover festas clandestinas durante a pandemia.
“A realização de festas clandestinas tem sido um grande problema nessa nova fase da pandemia e tem contribuído muito para aumentar o número de casos, tanto que o perfil de infectados tem diminuído em relação à idade, mostrando que as festas são um grande problema. A gente verifica que os organizadores fazem as festas, lucram e deixam a população no prejuízo”, afirmou
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