‘Muita gente não tem o que comer’, diz lojista em protesto contra fechamento do comércio em Manaus


Multidão se reuniu em protesto no Centro de Manaus, neste sábado (26). Governo do Amazonas afirmou, em nota, que estuda medidas para amenizar as perdas. Trabalhadores exigem funcionamento do comércio no fim de ano.
Paulo Frazão/Rede Amazônica
Centenas de trabalhadores realizam uma manifestação, no Centro de Manaus, na manhã deste sábado (26), contra o fechamento do comércio determinado pelo governo estadual. Muitos se revoltaram com a medida, já que o fim de ano é um dos períodos de maior faturamento.
“Os lojistas passam o ano todinho se preparando pra dezembro, pra você fechar agora governador. Isso não existe. Você tem o que comer, mas muita gente não tem o que comer”, declarou uma lojista, que não se identificou.
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A medida vale por 15 dias a partir deste sábado (26). O governador Wilson Lima afirmou que o objetivo é frear o aumento de casos e internações por Covid-19, que matou mais de 5,1 mil pessoas no estado, até esta sexta (25).
Policiais deflagram a “Operação Pela Vida” para fiscalizar se o decreto está sendo cumprido. Multas pelo descumprimento podem chegar a R$ 50 mil, conforme o decreto.
Multidão protesto contra fechamento do comércio em Manaus.
Paulo Paixão/Rede Amazônica
Na manhã deste sábado, centenas de trabalhadores bloquearam a Avenida Eduardo Ribeiro, no Centro. Eles percorreram diversas ruas na área central da capital, aglomerados, com diversos cartazes e gritos de ordem cobrando a suspensão do decreto.
“Como a gente vai trabalhar? A gente tem boleto pra pagar. A gente comprou mercadoria pra pagar agora final do ano. Como a gente vai pagar agora dessa forma? Não existe isso, governador. A gente quer trabalhar. A gente quer que você adie o decreto para o dia 1º de janeiro”, disse uma lojista, que não se identificou.
Outro trabalhador, que também não se identificou, criticou o aumento salarial de mais de 50% aprovado pela Câmara Municipal de Manaus para o novo prefeito e vice. Os vereadores também aprovaram o aumento do próprio salário, além de secretários e subsecretários, a partir de 2022.
“Semana passada o salário do vereador aumentou, todos os políticos aumentou, e o trabalhador vai ficar como? Tem aluguel pra vencer, tem filho pra criar, tem aluguel de loja pra pagar. Quem que vai pagar?”, questionou.
Por meio de nota, o Governo do Amazonas afirmou que estuda medidas para amenizar as perdas. O governo também reforçou que as medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19 no período das festividades de fim de ano “são essenciais neste momento”.
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