Nos EUA, brasileiros que trabalham na área da saúde falam da expectativa após a vacina

‘Eu me senti muito sortuda’, disse a fisioterapeuta Juliana Arantes. Já o médico Antônio Mattos afirmou: ‘A sensação é de esperança’. Nossos repórteres visitam local de vacinação na cidade mais populasa dos EUA
Os Estados Unidos começaram a vacinar na segunda-feira (14). Nesta quarta (16), os correspondentes Felipe Santana e Lucas Louis visitaram um local de vacinação na cidade mais populosa do país.
Em um hospital em Nova York a fisioterapeuta Juliana Arantes viu em 2020 coisas que nunca tinha visto antes.
“Não parei de trabalhar um dia, ajudando as pessoas a respirar melhor, a se mover. Muitos pacientes foram entubados”, conta.
E agora, ela vê as primeiras doses da vacina chegarem também em uma velocidade sem precedentes.
E elas foram para a área do hospital onde está acontecendo a vacinação. Primeiro, para os profissionais de saúde que se cadastraram. Eles têm que passar por uma recepção, informar os dados primeiro e depois vão para as baias onde as pessoas já estão sendo vacinadas, onde inclusive a Ermine, que é uma enfermeira que trabalha no hospital, estava tomando a vacina. Uma imagem esperada em 2020.
A Juliana, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva, tomou a primeira dose na terça (15).
“Muito empolgada. Eu me senti muito sortuda”, diz.
Em Miami, o doutor Antônio Marttos também foi um dos primeiros da fila.
“Quantas vezes eu vim trabalhar não sabendo se eu ia voltar para casa, quantas vezes eu cheguei em casa e fui dormir em um outro quarto, não pude abraçar meus filhos?”, conta o cirurgião de trauma e terapia intensiva.
Além da alegria, Juliana contou que não sentiu quase nada.
“Foi uma picadinha, sim. Eu me senti superbem e estou superfeliz que deu tudo certo e estou aqui trabalhando hoje”, afirma.
“A sensação é de esperança, é de que a vacina é a forma que a gente vai ter para lutar contra essa calamidade, contra essa pandemia. Em alguns meses a vida já volte a um padrão um pouquinho mais perto da normalidade no mundo inteiro”, avalia o médico Antônio Marttos.
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