Nova entrada de Santos é inaugurada com sete meses de antecedência


A última das três grandes obras da Ecovias contou com a implantação de novas vias, viadutos e ciclovia, permitindo o descolamento mais ágil e seguro na região. As obras na entrada de Santos, realizadas pela Ecovias, foram finalizadas com sete meses de antecedência, apesar do advento da pandemia da Covid-19. A região era alvo de uma série de congestionamentos, causados pelo conflito gerado entre carros e caminhões tentando ocupar o mesmo espaço para chegar a destinos diferentes. Com a conclusão, os moradores da Baixada Santista passam a ter mais tranquilidade no tráfego diário.
O projeto, que inicialmente seria entregue apenas em abril de 2021, representa melhorias ao acesso e agilidade no deslocamento de usuários do Porto de Santos, o maior da América Latina. De agora em diante, os fluxos de entrada e saída da cidade serão feitos através das pistas centrais, enquanto os carros e caminhões que fazem caminho para o Terminal Portuário devem seguir pela Marginal Sul.
“Concluir o trabalho no dia 24 de setembro, com sete meses de antecedência da previsão inicial, traz uma sensação especial de plenitude. Mesmo entre adversidades e incertezas, os 370 trabalhadores diretos (e os 140 indiretos) do projeto conseguiram deixar sua marca na região, cumprindo com um dever que contribuirá para o desenvolvimento do município”, declarou Ronald Marangon, diretor-superintendente da Ecovias.
A agilidade se deve ao planejamento profissional. “O coronavírus influenciou no andamento da obra, mas não da forma que muitos pensam. Já lidávamos com um cronograma de antecipação, bastou reprogramar os turnos de trabalho para fazer funcionar”, esclareceu Giuliano Gazabim, coordenador de infraestrutura viária da Ecovias.
O compromisso com a qualidade da obra nunca foi deixado de lado e para cumprir os prazos com maior segurança, além de medidas específicas da construção, foram implementadas ações contra a Covid-19. Para resguardar a saúde dos trabalhadores, foi adotado um protocolo que adicionou o uso de álcool em gel e da máscara, bem como medidas de distanciamento social, que aliados a lista de obrigatoriedades em uma obra (ferramentas e equipamentos tradicionais de segurança, como luvas e capacete) protegeu ainda mais os operários.
Além disso, os trabalhadores que integram o grupo de risco foram afastados, o espaço para almoço foi readequado e também foi implantado o escalonamento de horário, levando pequenos grupos por vez para evitar aglomeração no refeitório. Até mesmo as diretrizes dos meios de transporte foram alteradas: o volume permitido de passageiros por viagem foi reduzido.
A Ecovias adotou medidas de segurança de obras e contra a covid-19 para maior proteção dos trabalhadores.
Divulgação/Ecovias
Alterações do percurso entre bairros
Resultado de um investimento de R$ 270 milhões, a “nova cara” do município santista recebeu uma nova configuração. O projeto foi posto em prática apenas após ser aprovado pela ARTESP, CET, DER e pelos próprios moradores da região, visto que a obra foi exposta em audiências públicas e debatida em reuniões com os devidos órgãos e profissionais competentes.
As melhorias só foram possíveis com o redirecionamento das vias marginais à Anchieta, que agora operam em sentido único. A mudança, necessária para o desenvolvimento de toda a região e muita mais segura para os motoristas, não provocou qualquer tipo de isolamento. Há alternativas para todos os movimentos antes existentes.
Para possibilitar a reorganização do trânsito na Anchieta, foi preciso alterar o esquema de trânsito nas vias marginais da rodovia, que passaram a operar em mão única. A avenida Bandeirantes (SP-148) funciona só na direção da capital, enquanto a marginal sul é usada agora apenas em direção ao Litoral.
A alternativa, além de eliminar o gargalo antes existente, beneficiando 60 mil motoristas diariamente, é muito mais segura, pois evita acidentes frontais.
Embora os moradores do Jardim São Manuel, especificamente, enfrentem um trajeto relativamente mais longo para acessar o bairro Jardim Casqueiro em Cubatão, há alternativas para todos percursos realizados anteriormente e o retorno da cidade ao bairro foi agilizado.
De acordo com levantamento da Ecovias, após a finalização da nova entrada, o tempo de congestionamento no trecho do km 60 ao km 65 da Anchieta foi reduzido em 83%.
O projeto contempla ainda duas novas passarelas, que são mais largas e levemente inclinadas, também possui telamento e iluminação, uma estrutura moderna e adequada a diferentes necessidades, seja de cadeirantes, carrinhos de crianças ou pessoas com mobilidade reduzida.
O ‘Peixe’ também passará por mudanças
Muito se especulou, no início das obras na entrada, se a escultura da entrada de Santos, conhecida como “Peixe”, seria removida em favor de obras mais “modernas”. Na verdade, o monumento inaugurado em 1999 será renovado pelo artista ‘Rica’, em conjunto com a própria equipe da Ecovias.
Há anos, a escultura feita pelo artista Ricardo Campos Mota é considerada uma referência da cidade, sinalizando aos visitantes qual é a exata entrada do município santista. Em breve, receberá nova pintura, iluminação e paisagismo para continuar seu trabalho como cartão de entrada da cidade.
O monumento do “Peixe” passará por revitalização entre janeiro e fevereiro do próximo ano
Divulgação/Ecovias
“O Peixe é uma obra de arte adorada por todos os santistas, um marco na cidade, e sempre foi o desejo da Ecovias mantê-lo na entrada”, declarou o coordenador de infraestrutura viária da Ecovias, Giuliano Gazabim.
Sendo assim, a escultura passará a ocupar um lugar de ainda mais destaque no município, após ser revitalizado em obras que devem começar em janeiro e de 2021.
Três grandes obras trouxeram melhorias para a Baixada Santista
Em 22 anos de atuação no Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias realizou muitas obras viária, mas três delas trouxeram melhorias significativas para o trânsito da Baixada Santista.
A primeira foi a construção de uma nova pista na Rodovia dos Imigrantes, cujo propósito era melhorar o fluxo de veículos, tanto na descida da Capital quanto na subida.
Em direção à Baixada Santista, foi identificado outro problema a ser solucionado. A construção do Anel Viário de Cubatão foi o alvo da vez que, para solucionar os constantes congestionamentos, precisou receber seis viadutos de 2,8 quilômetros (em todos os 16 acessos e retornos) para eliminar as interferências da região.
Por último, foi enfrentado o desafio da entrada de Santos. Conhecido por seus congestionamentos frequentes, que prejudicavam a vida de moradores e turistas igualmente, bem como o funcionamento do maior porto da América Latina.
O plano de ação da Ecovias, representando os interesses do Estado, foi elaborado com ampla participação da prefeitura, que não apenas contribuiu para que o projeto saísse do papel, como também acompanhou todo o trabalho, de maneira integrada com as obras realizadas no âmbito municipal.
Os viadutos Anchieta, no km 65, Piratininga, no km 62, e Alemoa, no km 64+560m, formam juntamente com as vias locais, a ciclovia de cinco quilômetros entre Cubatão e Santos e as duas passarelas o conjunto de melhorias que compõem as obras da Nova Entrada Santos.
Os motoristas já sentem os efeitos positivos das obras na entrada da cidade, com menor congestionamento e maior tranquilidade no tráfego.
Divulgação/Ecovias
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