Novas manifestações na França contra lei de segurança


Manifestantes protestam contra o projeto de lei para combater o “islamismo radical”, que visa a aumentar o controle sobre os locais de culto e proibir algumas práticas. Manifestantes pediram pelo fim da ‘islamofobia’.
Gabrielle CEZARD / AFP
Milhares de pessoas voltaram a protestar neste sábado (12) nas principais cidades francesas, pela terceira semana consecutiva, contra um polêmico texto de lei sobre segurança.
As duas manifestações terminaram em incidentes violentos e confrontos entre as forças de segurança e ativistas chamados de “extremistas pelas” autoridades, especialmente em Paris.
Desta vez, o grupo de sindicatos e associações que lideram o protesto não convocou manifestação na capital, mas uma parte do grupo decidiu protestar em Paris.
Reunidos atrás de uma grande faixa com a frase “fim às leis liberticidas, fim à islamofobia”, milhares de manifestantes – 10.000 segundo os organizadores – se reuniram no centro de Paris e caminharam em direção à Praça da República, cercados pelas forças de segurança.
Não houve grandes distúrbios e cerca de 142 pessoas foram detidas na capital, segundo o ministro do Interior, Gérald Darmanin pelo Twitter.
Além de Paris, também houve manifestações em Montpellier (sul), Estrasburgo (nordeste), Lille (norte), Toulouse (sudoeste) e Marselha (sul).
Aprovada pelos deputados, a proposta de Lei de Segurança Global provoca há várias semanas fortes críticas de parte da esquerda, jornalistas e ONGs de defesa das liberdades, em particular seu artigo 24 que criminaliza a divulgação mal-intencionada de imagens das forças de segurança.
O texto é acusado pelos críticos de “atentar contra as liberdades de imprensa, de expressão e de manifestação” e de instaurar “instrumentos de vigilância em massa”.
As críticas aumentaram depois do espancamento de um produtor musical negro por policiais em 21 de novembro.
Diante da indignação provocada pelo artigo 24, o governo deixou nas mãos do Parlamento a tarefa de encontrar uma nova formulação. O texto deve ser apresentado ao Senado em janeiro.
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