O Natal, a pandemia e a Família

O 25 de dezembro transcorreu este ano com celebrações inéditas em função desta terrível pandemia. Em muitas cidades, a decoração natalina chegou tarde, ficou mais pobre ou não existiu.
Natal – já enfatizamos aqui – é a festa das crianças, a comemoração das luzes coloridas que iluminam os caminhos do bem e do amor, a celebração da música que toca os corações humanos, deixando-os mais sensíveis e mais solidários.
A calamidade do Covid-19 tirou um dos encantos do Natal: o abraço cordial, carinhoso, apertado, entre familiares e entre amigos que se querem bem. Se não suprimiu totalmente, reduziu a expressão de sentimentos de quem enlaça com forte calor humano a pessoa amada.
A pandemia trouxe também muitas lições e reflexões.
Ensinou ao mundo a importância das riquezas naturais e de sua preservação, sem radicalismos ideológicos.
Ensina até hoje o valor do tempo, que passa rápido, que ninguém recupera o perdido e que não distingue quando faz suas vítimas.
Ensina o papel da família na vida de todos nós, como célula fundamental em todos os seres humanos. Valorizada e preservada no cristianismo, no judaísmo, no islamismo, nobudismo e todas as crenças e seitas religiosas, em todos os regimes e ideologias.
Família – cuide bem dela e procure preservar esta dádiva divina.
Ensinou e continua a nos ensinar o papel relevante dos verdadeiros amigos, aqueles que nos animam nas conquistas e nos confortam nos momentos de tristeza e nos infortúnios.
Está sendo o Natal para nos lembrarmos dos parentes e amigos que se foram, mortalmente atingidos pelo coronavirus.
Mas, também, para orarmos pelos que penam nos hospitais contra esta calamidade que abalou o mundo, pedindo sua recuperação.
Sobretudo, para virarmos a página, lutando pelas liberdades tão feridas, pelo Direito e pela Justiça.
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