O que se pode esperar do setor da saúde em 2021?


Confira a entrevista com André Machado Júnior, CEO da AsQ, e saiba mais sobre as transformações na área da saúde previstas para 2021 O mercado de gestão em saúde demanda uma urgência em inovação. A AsQ, empresa referência nacional em gestão em saúde, apresenta propostas eficientes para que o setor se reestruture para os desafios dos próximos anos. O legado do coronavírus é um alerta para que as pessoas mudem a forma como olham para a própria saúde, em particular, e a forma como os próprios sistemas de saúde devem se comportar daqui para frente. Para saber mais sobre as lições que a pandemia trouxe e como será os atendimentos em saúde daqui para frente, conversamos com André Machado Júnior, CEO da AsQ. Confira.
A telemedicina possibilita um leque de serviços, que promove mais contato entre a equipe de saúde, além de encurtar a distância entre médico e paciente”, André Machado Júnior, CEO da AsQ
P: A AsQ chegou ao mercado propondo inovação e soluções inteligentes para gestão em saúde. O uso de tecnologias como a Telemedicina está entre os recursos que a empresa acredita. Podemos dizer que chegou a hora do setor da saúde apostar nesse recurso?
R: Não tem como deixar de usar recursos tecnológicos. A tecnologia é um meio que nos apoia em diversas atividades, e não é diferente na Saúde. Estamos quebrando paradigmas e preconceitos. O uso de tecnologia não substitui a medicina tradicional, nem diminui o contato com o médico e demais profissionais, pelo contrário. A telemedicina possibilita um leque de serviços, que promove mais contato entre a equipe de saúde, além de encurtar a distância entre médico e paciente.
P: Desde que iniciou a pandemia, essas tecnologias têm se apresentado fundamentais no combate ao vírus. Como isso funciona na prática?
R: Sem dúvidas os grandes aprendizados que tivemos nessa pandemia foi o uso de tecnologia para apoiar na identificação de problemas, cuidado em saúde e para apoiar previsões, por meio de inteligência artificial. Na AsQ apostamos em tecnologia e na transformação digital. Criamos canais de teleorientação sobre a questão da Covid-19, seguindo protocolos baseados em normas técnicas liberadas pelo Ministério da Saúde, adaptamos o prontuário eletrônico para que as linhas de cuidado pudessem dar mais recursos para a equipe médica cuidar das pessoas e mudamos a forma de realizar o acompanhamento, apostando na utilização dos serviços digitais.
P: O que deve mudar na gestão de saúde em um cenário pós pandemia?
R: Com certeza o digital vai ganhar uma proporção maior e mais forte. Desde relatórios de BI (Business Intelligence), até o uso de inteligência artificial para predição, integração maior entre médico e paciente, com emissão de alertas, uso de tecnologias vestíveis para atuar na promoção à saúde. Os serviços em saúde devem se tornar mais digitais e isto tende a apoiar muito a equipe médica. Claro que não podemos perder a humanização, por isso precisamos unir a tecnologia com o atendimento da equipe de medicina para ser incansável por uma saúde melhor.
Imagina você tendo a tecnologia a seu favor, lhe avisando que está na hora de você ir novamente a uma consulta médica para dar continuidade ao plano e cuidado direcionado para você. A tecnologia pode trazer todo o seu histórico e apoiar no seu futuro. É nisso que acreditamos, na facilidade que a tecnologia vai nos trazer.
P: Como podemos analisar o modelo atual de saúde e a forma como ele tem funcionado durante a pandemia?
O modelo de saúde teve que se adaptar durante a pandemia. Novas restrições foram colocadas em vigor para garantir o isolamento e o cuidado necessário. Não estávamos preparados para atuar de forma imediata. Hospitais tiveram que se adaptar tendo leitos separados para atender situações de rotina e pacientes com Covid-19, consultórios médicos e clínicas suspenderam o atendimento em determinadas cidades e Estados.
Nesse contexto, a Telemedicina foi um recurso importante para a continuidade do cuidado em saúde para as pessoas que precisavam de informação segura e atendimento remoto. Ela evitou que pessoas tivessem que recorrer a outros meios físicos de atendimento. Isso mostra o quanto a tecnologia apoiou neste momento e o quanto as pessoas estão aderentes e satisfeitas com esse novo meio de atendimento. Desta forma, percebemos que as mudanças implantadas em tempos de pandemia vieram para agregar valor e para ficar. Com certeza, a tecnologia apoiará muito na gestão da saúde populacional daqui pra frente. Entendo que é um caminho que precisa continuar.
P: Podemos acreditar que as pessoas terão mais consciência sobre o uso racional dos recursos de saúde?
R: Não só na saúde, mas de uma forma geral, aprendemos que conseguimos viver com menos desperdício. Precisamos pensar em como podemos chegar em bons desfechos clínicos, otimizando recursos. Diminuir os desperdícios é um caminho bom a ser perseguido e precisamos estar motivados para isto. Novamente reforço a importância de atuarmos, de fato, com a gestão de saúde populacional e de entregar mais valor em saúde. Vejam que para ter mais valor é necessário avaliarmos a relação desfecho X custo, além de olharmos a real necessidade da realização do atendimento / procedimento e da real relevância para o paciente. Por isso, temos que ter um sistema que olha para a gestão do cuidado, atuando previamente e promovendo saúde. Temos que sair do modelo de olhar, exclusivamente para o evento agudo, temos que mudar a lógica, sair do olhar para a doença e passar a olhar para a promoção em saúde e para a gestão do cuidado da condição de saúde das pessoas. Esse é o grande ensinamento que a pandemia nos traz. Será que precisamos sair consultando com vários profissionais o tempo todo? Será que temos consciência sobre como podemos promover mais saúde e nos prevenir melhor quanto as doenças? O cuidado integral que uma clínica de Atenção Primária à Saúde proporciona propõe esse uso adequado dos recursos e uma melhor gestão da saúde populacional. Por isso, acredito que devemos intensificar modelos que, como este, trazem mais valor em saúde e menos desperdício financeiro.
As pessoas que utilizaram as clínicas de atenção primária da AsQ, em pesquisa realizada com todas as clínicas, demonstram alto nível e satisfação, ultrapassando os 85%. Isso é um excelente sinal, que nos mostra que as pessoas também querem ir pra esse caminho.
P: Na sua opinião, no novo normal, a remuneração por valor em saúde deve ganhar força?
R: No Brasil, o sistema privado de saúde tem estudado novos modelos de remuneração e, inclusive, aplicado em alguns momentos. Ainda estamos embrionários neste quesito, e dizer que a pandemia tende a fortalecer isto é um tanto quanto pretensioso. Mas, percebemos que precisamos adotar novos modelos. Modelos que tragam valor em saúde para as pessoas e que diminuam os desperdícios. Essa é uma pauta para a AsQ, por isso, estamos fortalecendo estudos nessa linha em projetos bem avançados. O que queremos: antecipar cada vez mais a entrada sustentável de modelos de valor em saúde. Já temos aplicado isto em determinados serviços oferecidos pela empresa. Esse trabalho é contínuo em nossa rotina, pois queremos transformar o sistema, remodelar o modo como os serviços em saúde são oferecidos.
P: De que forma as clínicas de Atenção Primária à Saúde se destacaram durante a pandemia?
R: As clínicas de atenção primária são de extrema importância para a gestão da saúde de uma população. Em seus atributos essenciais estão o acesso, a longitudinalidade, a coordenação e a integralidade. É fundamental coordenar a saúde durante as etapas da vida das pessoas e focar na integralidade do cuidado. Durante a pandemia, as clínicas de atenção primária estão sendo fundamentais para este cuidado integral. Além disso, a tecnologia serviu de apoio para todo o trabalho da equipe de medicina de família. O decreto com a liberação da Telemedicina é um exemplo claro disso. As consultas por meio de plataformas digitais apoiaram a preservação do cuidado durante o momento do isolamento. As consultas médicas, de enfermagem e as terapias foram adaptadas, respeitando a necessidade de cada indivíduo. A tecnologia ajudou muito a levar mais valor para as pessoas, por isso defendemos a permanência da mesma após a pandemia. Essa modalidade de atendimento médico, inclusive, apoiou nas orientações e o cumprimento de protocolos relacionados ao novo coronavírus, levando mais informações, segurança e gestão do cuidado para as pessoas.
O acompanhamento e a coordenação do cuidado de forma integral favorecem para a promoção da saúde e prevenção de doenças”, André Machado Júnior
P: O que falta para as clínicas de Atenção Primária à Saúde se tornarem referência de atendimento no Brasil?
R: A atenção primária à saúde fortalece muito o cuidado integral. Na AsQ, temos uma equipe de saúde da família atuando com as linhas de cuidado para cada momento. Assim, um homem com 40 anos de idade precisa seguir com alguns cuidados focados na promoção e na prevenção. Da mesma forma, se esta mesma pessoa estiver numa condição de saúde diferenciada, com diabetes por exemplo, o cuidado precisa estar adequado a esta situação. Uma equipe de medicina de família pode cuidar da pessoa, do início ao fim da vida, indicando um outro profissional quando necessário. O acompanhamento e a coordenação do cuidado de forma integral favorecem para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Algumas coisas têm sido feitas na saúde suplementar no Brasil para estimular que a atenção primária seja o modelo de atenção à saúde. Resoluções da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que certificam as clínicas em critérios pré-definidos, formações mais frequentes de médicos de família e mudanças no modelo de atenção à saúde, por parte de algumas operadoras de saúde, já nos demonstram que o movimento da transformação já começou. Nós acreditamos tanto na Atenção Primária que temos as primeiras clínicas certificadas no programa supracitado.
P: A AsQ está com um novo modelo de negócio para o mercado, que é a franquia de clínicas de Atenção Primária à Saúde. Como surgiu a proposta?
R: A AsQ já tem um modelo consolidado no mercado e com qualidade reconhecida pela conquista de uma certificação alinhada ao padrão estabelecido em uma RN da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), inédita para a categoria de clínicas APS. Iniciamos a comercialização de franquias de clínicas de APS, com isso, oferecemos a oportunidade de investir no 8º maior mercado de saúde do mundo, que movimenta R$ 700 bilhões por ano no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde. Ao adquirir a franquia, a AsQ auxilia na escolha do ponto comercial, oferece suporte na montagem da clínica, na contratação de colaboradores, em marketing, na gestão financeira, treinamentos, acompanha a performance da unidade franqueada, e realiza mentoria técnica e operacional. Não é necessário ser do setor de saúde ou ter experiência na área para se tornar um franqueado.
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