Palmas produz mais de 340 toneladas de lixo por dia; reciclagem é alternativa sustentável


Presidente de cooperativa afirma que materiais recicláveis representam menos de 3% do total de lixo que vai para o aterro sanitário. Palmas produz mais de 340 toneladas de lixo por dia; reciclagem pode ser uma boa ideia
Mais de 340 toneladas de lixo por dia. Essa é a quantidade de resíduos gerados em Palmas. O aterro sanitário da capital deve ganhar uma nova célula, mas o espaço para receber tantos lixos não é infinito. O ideal é encontrar novas formas de fazer o descarte, como por exemplo, a reciclagem.
Para construir a nova célula, a prefeitura investiu cerca de R$ 6 milhões. A ideia é que ela dura quatro anos. O espaço é revestido com uma manta protetora, que dá segurança para que o lençol freático não seja contaminado.
O aterro de Palmas é referência para a região norte do país. “A revista da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública nos considera a melhor referência para a região norte e está entre os 10 melhores do país”, disse o engenheiro civil e lixólogo, João Evangelista.
A previsão é que o aterro sanitário tenha uma vida útil de 20 anos. Mas o local não precisa ser o destino final dos resíduos produzidos pela população. A reciclagem é a alternativa sustentável e que ajuda a reduzir a quantidade de materiais que são jogados fora.
Palmas produz cerca de 340 toneladas de lixo por dia
Reprodução/TV Anhanguera
Em uma cooperativa de recicláveis da capital, os trabalhadores conseguem reciclar, por dia, 1,5 tonelada de resíduos. Mas, de acordo com o presidente da cooperativa, falta coleta seletiva na capital.
“Isso não significa nem 3% dos materiais reciclados produzidos em Palmas. Então, significa que é uma montanha de materiais que vai para lá, que geraria renda para nós, realizaria os nossos sonhos. No entanto, está indo tudo para o aterro sanitário”, disse o presidente da Cooperativa de Recicláveis, Otacílio Martins.
Ele disse que para a reciclagem ser efetiva, eles contam com a educação ambiental das pessoas, que separam o seu próprio lixo. Esse é o caso da jornalista Lília Dias, que separa, lava e leva os materiais para a cooperativa.
“É importante porque a gente desperta essa consciência de que o meio ambiente é a nossa casa e também porque, ao mesmo tempo que você ajuda a preservar ao meio ambiente, a gente promove a geração de emprego e renda para quem precisa. Nós fazemos parte de um todo, o meio ambiente, é a terra é onde nós vivemos. Se eu sujo o lugar onde eu vivo, essa sujeira vem para mim também, em forma de poluição, de catástrofe. A natureza nos dá o troco por aquilo que a gente faz por ela”.
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