Peixes são encontrados mortos no Córrego do Monjolo em Patos de Minas

Codema investiga morte suspeita de espécies como bagre e cascudo; motivo pode ser contaminação do barro ou lodo no leito do rio. O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema) de Patos de Minas abriu uma investigação para descobrir a causa da morte de mais de uma centena de peixes no Córrego do Monjolo. A suspeita é de contaminação do lodo ou barro no leito do rio.
De acordo com Ivanildo Alves Zica, analista de laboratório e presidente do Codema, os primeiros peixes mortos foram vistos por moradores na terça-feira (15) à tarde. Após a denúncia, o órgão foi até o local e contabilizou, ao menos, mais de 100 peixes mortos até a manhã desta quinta-feira (17).
Até o momento foram identificados animais das espécies bagre e cascudo. Segundo Zica, esses são peixes sem escamas e vivem no fundo do córrego, o que levanta a suspeita de contaminação do lodo ou da lama no leito. O Codema repassou ao G1 imagens dos peixes mortos no curso d’água. Veja:
Codema investiga peixes mortos no Córrego do Monjolo em Patos de Minas
A investigação já está em andamento e diversos locais do córrego foram visitados. Foi identificada uma fazendo produtora de leite que usa produtos veterinários possivelmente prejudiciais aos peixes. Outra suspeita é a de que resquícios de esgoto, despejado no córrego por décadas, tenham aflorado com as enchentes causadas pelas fortes chuvas.
Segundo Ivanildo, a hipótese de que novo despejo de esgoto tenha sido feito no córrego foi descartada. Análises da água do rio atestam uma boa oxigenação da água e nenhum sinal de esgoto.
Amostras de lama, lodo e dos peixes mortos também foram coletadas e serão enviadas para análise. No entanto, como o Codema não tem laboratórios para esse tipo de exames, o órgão vai recorrer à Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e ao Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam) para o trabalho.
Mesmo com todos os esforços, a investigação ainda deve demorar alguns dias para que tenha resultado. Vídeos também foram enviadas para a Polícia Militar do Meio Ambiente (PMMA), mas nenhum boletim de ocorrência foi registrado.
O G1 fez contato com o Núcleo de Denúncias e Requisições da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para saber se o caso está sendo acompanhado, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.