Pelotas tem protesto de comerciantes contra medidas de restrição


Prefeitura determinou fechamento de todas as atividades não essenciais até terça (15). Cidade foi classificada em bandeira preta no mapa preliminar do distanciamento controlado e, caso seja confirmada, ficará com classificação de risco altíssimo para o coronavírus. Regiões do Sul do RS estão com bandeira preta no mapa de distanciamento controlado
Comerciantes protestaram na tarde desta sexta-feira (11) contra as medidas de restrição anunciadas pela Prefeitura de Pelotas, na Região Sul do estao. A cidade foi classificada em bandeira preta, de altíssimo risco epidemiológico para o coronavírus, conforme o mapa preliminar do distanciamento controlado divulgado também esta tarde.
Um grupo se reuniu na Praça Coronel Pedro Osório, em frente ao prédio da prefeitura. Durante cerca de uma hora, eles exibiram cartazes com frases criticando o decreto adotado pelo Executivo.
Comerciantes protestaram em frente à prefeitura em Pelotas
RBS TV/Reprodução
Nesta semana, a prefeita Paula Mascarenhas determinou que, entre as 19h da quinta-feira (10) e as 6h de terça-feira (15), todas as atividades não essenciais — entre elas, as lojas do Calçadão — deverão permanecer fechadas. A medida busca conter o avanço da Covid-19 na região.
Em sua rede social, a prefeita postou uma foto questionando: “Alguém acha que dessa forma vai se conseguir vencer a pandemia?”.
Pelotas estava com 91,3% dos leitos de UTI ocupados às 20h06 desta sexta. A cidade é referência para outros 21 municípios.
Bagé, que concentra outras cinco cidades em sua região Covid, também está em bandeira preta na versão preliminar. Caso seja confirmada a classificação de risco altíssimo, os protocolos serão ainda mais restritivos até 21 de dezembro.
“É uma decisão difícil, ainda mais nesta época do ano. Penso nas pessoas que precisam do seus emprego para sobreviver. Estávamos conseguindo equilibrar a situação. Mas agora, diante do quase colapso do serviço de saúde, preciso restringir, pensando na saúde de todos”, explicou a prefeita, na quinta, ao justificar a decisão.
Estabelecimentos considerados não essenciais voltam a fechar em Pelotas
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