Petróleo fecha em alta, nos maiores níveis em nove meses


Os preços foram impulsionados pelas expectativas crescentes de que uma nova rodada de estímulos fiscais será aprovada nos Estados Unidos. Os futuros do petróleo fecharam a quinta-feira (17) em alta e registraram o quarto dia consecutivo de ganhos
Gregory Bull, File/AP
Os futuros do petróleo fecharam a quinta-feira (17) em alta e registraram o quarto dia consecutivo de ganhos, nos maiores níveis desde março. Os preços foram impulsionados pelas expectativas crescentes de que uma nova rodada de estímulos fiscais será aprovada nos Estados Unidos.
Os contratos do WTI para janeiro subiram 1,12%, a US$ 48,36 o barril.
Na ICE, em Londres, os preços do Brent para entrega em fevereiro avançaram 0,82%, a US$ 51,50 o barril.
“Os preços do petróleo têm, nas últimas semanas, sofrido influências do início da vacinação no mundo desenvolvido, dos estoques de petróleo recuando, da demanda asiática permanecendo robusta e da queda do dólar impulsionando as commodities para cima”, disse Edward Moya, analista-sênior de mercados da Oanda, em nota.
“Se o Congresso dos EUA conseguir aprovar um pacote de auxílios fiscais nesta semana, esse pode ser o último catalisador necessário para fazer o petróleo WTI chegar ao nível de US$ 50 o barril”, disse Moya.
“O sentimento ignorou as atualizações mensais ligeiramente pessimistas da Opep, EIA e IEA nesta semana”, disse Stephen Innes, estrategista-chefe de mercados globais da Axi, em nota.
“Embora os sinais claros apontem para uma recuperação gradual da demanda ao longo de 2021, no entanto, me preocupo com as restrições renovadas, se o preço da vacina está excessivamente precificado e se o posicionamento comprado, já esticado, pode resistir a qualquer vento contrário no curto prazo”, afirmou.
O petróleo fechou a quarta-feira (16) em alta, depois que o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo dos EUA caíram mais do que o esperado, em 3,1 milhões de barris, na semana encerrada em 11 de dezembro.
Pandemia
Apesar do otimismo, os números do avanço da pandemia de covid-19 nos EUA seguem preocupantes. O país registrou um recorde de 247 mil novos casos ontem, e de mais de 3,6 mil mortes, informou o “Wall Street Journal”, citando dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. Havia 113.090 pacientes internados, 11º dia consecutivo de recordes para o indicador.
“A única coisa que poderia atrapalhar o rali do petróleo é se surgirem problemas com o lançamento das vacinas contra o novo coronavírus”, disse Moya, da Oanda. “Problemas de transporte e alguma lentidão na vacinação das pessoas podem começar a levantar dúvidas de que um retorno à vida pré-pandêmica ocorrerá em meados do outono [no Hemisfério Norte]”, disse.
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