PM registra ocorrência de estrupro contra criança de 5 anos em Uberaba; avô é o suspeito

Segundo os militares, a avô e o pai da menina procuraram a corporação para relatar os fatos. O suspeito, que confessou os atos à PM, compareceu à delegacia espontaniamente para falar do caso. O G1 questionou a Polícia Civil se o idoso foi preso. Um boletim de ocorrências de estupro de uma criana, de 5 anos, foi registrado na manhã desta quarta-feira (16) na Polícia Militar (PM) em Uberaba. Conforme a ocorrência, o avô da menina, de 62 anos, é suspeito dos abusos. Segundo a PM, ele foi espontaneamente até a delegacia presta esclarecimentos sobre os fatos.
O G1 questionou a Polícia Civil se o idoso foi preso após ser ouvido pelo delegado e se a corporação abriu um inquérito para apurar o caso. Mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria. O Conselho Tutelar não acompanha o caso (veja abaixo).
Segundo o registro, a PM foi procurada pela ex-companheira do idoso que é avó da criança, de 62 anos, e pelo pai da menina, que é filho do suspeito. Eles relataram aos militares que no último domingo (13) a avó flagrou o idoso sentado no sofá junto com a crinaça com a mão embaixo de um pano que cobria a menina. Assim que ela chegou no cômodo, o idoso retirou a mão do local.
A avó ainda afirmou aos policiais que, no mesmo dia, após o flagra, a neta de 7 anos contou a ela que a irmã, de 5 anos, teria sofrido abuso sexual por parte do avô. A idosa questionou a menina mais nova, que confirmou as ações do avô.
A partir da denúncia para a PM, os militares localizaram o suspeito e o questionaram ele sobre o caso. De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso confessou aos policias que teria passado a mão nas partes íntimas da neta por duas vezes. O avô se prontificou a prestar esclarecimentos na delegacia e compareceu à Polícia Civil espontaneamente, não configurando detenção do suspeito.
As duas crianças foram levadas ao Hospital de Clínicas de da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) para exames e avaliação psicológica. Segundo a assessoria do hospital informou ao G1, as irmãs passaram por atendimento médico e psicológico, mas não consta no prontuário de atendimento a internação de nenhumas delas. Além disso, por existir uma suspeita de caso de estupro, a possível vítima recebeu uma medicação profilática para evitar qualquer tipo de infecção, caso o estupro tenha acontecido, de fato.
Ainda de acordo com o registro da PM, o Conselho Tutelar da cidade foi acionado, mas informou que não enviaria conselheiro para acompanhar o caso, já que visto que as crianças envolvidas estavam sendo assistidas pelo pai e pela avó, não tendo contato com o suspeito. Conforme a assessoria do HC-UFTM, o prontuário de atendimento médico foi enviado ao Conselho Tutelar da cidade e, de acordo com o Conselho, não existe confirmação de estupro.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.