Prefeitura libera e agora clientes podem voltar a se servir em self-services de Belo Horizonte


Mudança é demanda antiga dos donos de restaurantes, que puderam reabrir há quatro meses, mas tinham que colocar funcionários para servir os pratos. Prefeitura libera volta do self-service em bares e restaurantes de Belo Horizonte. (Imagem ilustrativa)
Brenda Ortiz/G1
A Prefeitura de Belo Horizonte autorizou a volta do self-service nos bares, restaurantes, sorveterias, lanchonetes e cantinas a partir desta quinta-feira (17). Essa modalidade, em que os próprios clientes servem seus pratos, estava proibida, mesmo após a reabertura dos restaurantes na capital, em agosto.
As regras foram estabelecidas em portaria da Secretaria Municipal de Saúde, publicada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira.
Para oferecer o serviço, os estabelecimentos deverão seguir várias regras e protocolos, que incluem a obrigatoriedade do uso de máscara e um profissional encarregado de borrifar álcool 70% nas mãos dos clientes.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a decisão foi tomada baseada em avaliações da Vigilância Sanitária, que inspecionou vários estabelecimentos. “Houve discussão com o setor, e os ajustes foram feitos sem prejuízos da segurança sanitária para a população, desde que as normas sejam cumpridas nos locais”, disse a pasta.
Clientes deverão usar máscara ao se servirem. (Imagem ilustrativa)
Thermas Pacu Ácqua Park/Divulgação
Essa era uma demanda antiga de donos de bares e restaurantes da capital.
“70% dos restaurantes trabalham com comida a quilo em Belo Horizonte. A determinação de hoje é uma valorização desse tipo de serviço. A farmácia, supermercado e padaria já permitiam que o cliente pegasse o produto. Lutamos para que a permissão entrasse nos restaurantes. É uma vitória para o setor”, disse o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Minas, Matheus Daniel.
Para Daniel, a medida torna o serviço mais seguro no combate à transmissão da Covid-19:
“Da maneira como estava sendo feito, o cliente tinha dificuldade em informar o que queria consumir e acabava retirando a máscara para facilitar a comunicação. A partir de agora, a própria pessoa pode montar o prato, desde que um funcionário garanta a higienização das mãos deste cliente.”
A publicação permite que o restaurante escolha se vai manter um funcionário montando o prato para evitar que outras pessoas usem os pegadores, o que continua sendo considerado uma medida “preferencial”.
Veja todas as determinações para a realização do serviço:
Um funcionário, utilizando máscara e protetor facial, fica encarregado exclusivamente de borrifar álcool 70% nas mãos dos clientes antes do acesso ao balcão;
Bandejas, pratos, talheres, guardanapos e copos devem estar protegidos e ser entregues aos clientes por funcionários;
A higienização das mãos dos funcionários deve ser assegurada;
Os clientes devem permanecer de máscara durante todo o percurso e não poderão manusear outros objetos que não os utensílios utilizados para o serviço;
Os clientes devem ser monitorados e orientados por funcionário do estabelecimento no percurso, assegurando o cumprimento dos protocolos e tendo a troca imediata de talheres caso necessário;
Não é permitido, diante dos alimentos, o cliente pegar no telefone celular, colocar as mãos na máscara, nos cabelos, espirrar ou tossir.
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