Prefeitura tenta identificar autor de despejo de produto químico que causou mortandade de peixes


Mortandade de peixes foi registrada na manhã de domingo (13), três dias depois de o lago em parque de Sorocaba (SP) ter sido contaminado por um produto químico escuro. Peixes aparecem mortos em lago de Sorocaba
A Prefeitura de Sorocaba (SP) tenta identificar o responsável pelo despejo de produto químico que provocou a mortandade de peixes no lago do Parque Carlos Alberto de Souza, no bairro Campolim, zona sul da cidade.
Moradores fizeram o registro, no domingo (13), de muitos peixes agonizando e buscando oxigênio na lâmina d’água, enquanto outros já estavam mortos boiando no lago.
Moradores registram morte de peixes em lago de parque em Sorocaba
Arquivo Pessoal
A mortandade ocorreu três dias depois do despejo de um produto escuro e espesso no lago. Equipes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e da Cetesb, além de funcionários da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), fizeram buscas na região para saber de onde surgiu o produto químico.
A Sema e a Cetesb investigam qual produto foi despejado na água. O Saae identificou o local onde o produto químico foi descartado, uma boca de lobo às margens da Rodovia Raposo Tavares, no trecho que passa próximo ao parque.
Moradores flagram peixes respirando no espelho d’agua de lago em parque do bairro Campolim, em Sorocaba
Silvana Kioka/Arquivo Pessoal
A Cetesb informou que não foram encontrados indícios ou evidências de novo descarte no local. “A provável causa foram as chuvas, que caíram na região, e arrastaram o material remanescente da rede de drenagem de águas pluviais, em função de descarte clandestino acontecido no local na última quinta-feira”, explica a empresa.
Produto químico foi despejado de forma irregular no lago do Campolim, em Sorocaba, na quinta-feira (10)
Saae/Divulgação
A Sema informou que os peixes estão indo à superfície para respirar por causa do teor de oxigênio da água do lago diminuir bastante em razão do descarte criminoso de óleo no lago do parque.
A Sema disse que a mortandade dos peixes será registrada e contará como agravante no processo de multa ambiental, assim que o responsável pelo ato criminoso seja identificado.
Dezenas de peixes aparecem mortos no lago do Parque do Campolim em Sorocaba
Ainda conforme a secretaria, “não há o que se possa fazer neste momento”.
“Retirar os peixes do lago é tecnicamente inviável agora, já que seria necessário contratar uma empresa para esse trabalho. Importante salientar que a Sema vai monitorar o lago nos próximos dias e se a situação não se estabilizar, fará uma intervenção para a remoção dos peixes”, completou a pasta.
A secretaria alerta para que a população não consuma os peixes do lago do parque. “Ainda não temos o resultado da análise do produto químico despejado e por isso não sabemos o potencial de contaminação. Os peixes podem estar contaminados e isso pode passar para as pessoas, podendo causar problemas de saúde”, explica.
Despejo na rodovia
Uma equipe do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (Saae) identificou na tarde de quinta-feira (10) o local onde foi feito o descarte do produto químico que poluiu o lago do Parque Campolim.
Equipe do Saae identificou boca de lobo às margens da Rodovia Raposo Tavares onde produto químico foi descartado, contaminando lago de parque em Sorocaba
TV TEM/Reprodução
O local é uma boca de lobo às margens da rodovia Raposo Tavares, no quilômetro 101, na altura do bairro Campolim. A tampa da rede de águas pluviais foi aberta e foram encontrados vestígios do mesmo material que apareceu no lago.
Uma equipe da Cetesb e da Secretaria de Meio Ambiente de Sorocaba fizeram uma vistoria no lago, que amanheceu poluído com substância de cor escura e cheiro forte. Equipes do Saae passaram o dia retirando a substância com uma bomba.
“Com a remoção do produto feita pelo Saae na quinta e na sexta-feira, a taxa de oxigênio se estabilizará naturalmente em alguns dias e os peixes então terão o ambiente normalizado”, informou a secretaria.
Moradores flagram peixes respirando no espelho d’agua de lago em parque do bairro Campolim, em Sorocaba
Silvana Kioka/Arquivo Pessoal
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