Quadro de JK pintado por Di Cavalcanti será leiloado por no mínimo R$ 1 milhão


Obra que pertence ao museu Casa de Juscelino de Diamantina, será leiloada na segunda (21) em São Paulo. Dinheiro arrecadado com a venda será utilizado para quitar dívidas e reabrir o local. Retrato de Juscelino Kubitschek feito por Di Cavalcanti
Reprodução
Um retrato do presidente da República Juscelino Kubitschek com a faixa presidencial, um terno preto, gravata borboleta, uma expressão serena no rosto e uma composição geométrica no fundo que realça o primeiro plano. Essa pode ser uma breve descrição do quadro feito pelo pintor modernista Di Cavalcanti, em 1957. Uma combinação que não é fácil de encontrar e que contribuiu para a avaliação da obra: R$ 1 milhão.
“Não só pelo nome do artista, mas também pelo retratado, que é raro a gente encontrar esses dois itens, no sentido de conjunto. O artista e o retratado. E isso é uma peça histórica no sentido de onde vem, do que era e de toda essa trajetória. Por isso tem toda essa importância”, disse o leiloeiro James Lisboa.
O quadro ainda tem mais um atrativo. No verso há uma frase – que já está um pouco apagada – e a assinatura do ex-presidente que também governador de Minas Gerais e prefeito de Belo Horizonte.
Isso é um dado importante porque mostra toda a dedicação do JK em relação à obra no qual ele foi retratado. Tem a assinatura, tem a data que foi feita, bem a posterior em relação ao quadro, que é do final dos anos 50. Ele assinou em 1973, falando a respeito da obra que fazia parte da casa em Diamantina, afirmou o leiloeiro.
Verso da pintura de Di Cavalcanti com frase e assinatura de JK.
Reprodução
A pintura, que pertence ao museu Casa de Juscelino de Diamantina, será leiloada na segunda (21) em São Paulo. A administração do museu diz que consultou o Ministério Público que, por sua vez, fez uma consulta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a resposta é que não existiria nenhum impedimento para a venda da obra.
O valor arrecadado será utilizado para pagar dívidas que chegam a mais de R$ 500 mil e reabrir o museu. De acordo com o diretor-presidente da casa, Serafim Jardim, desde 2017, o museu não recebe recursos de manutenção e custeio. Eles foram bloqueados pelo Governo de Minas Gerais, que questionou as contas da instituição. Segundo ele, os recursos sempre foram empregados corretamente.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, que informou que tem dialogado com os responsáveis pela Casa Juscelino para tentar regularizar a situação do espaço. Informou ainda que a Casa está com prestações de contas de repasses públicos em aberto, desde de 2013, e isso dificulta novos repasses.
Veja os vídeos mais assistidos do G1 Minas nos últimos dias:
Adicionar aos favoritos o Link permanente.