Qualidade da água em rios na região da Baixada Cuiabana é ruim, diz estudo


Mesmo alguns lugares apresentando classificação ‘ruim’, eles estão dentro dos limites da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que garante que essas águas podem ser utilizadas para o abastecimento público após o tratamento, irrigação de hortaliças, agricultura e atividade de pesca. Rio Cuiabá
Gecom
A qualidade da água em regiões urbanas de Cuiabá e outros municípios é considerada ‘ruim’, segundo o relatório ‘Gestão de Recursos Hídricos de 2020’. O estudo é feito anualmente pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e compara os anos de 2018 e 2019.
Mato Grosso é banhado por três bacias hídricas: a bacia Amazônica; bacia da região Tocantins-Araguaia e a bacia hidrográfica do Paraguai. Os rios dessas regiões e as bacias são avaliados anualmente de acordo com a qualidade média da água.
Segundo o estudo, os rios da bacia hidrográfica Amazônica apresentaram boa integridade ecológica. Foi a região que apresentou a melhor classificação dentre as que foram estudadas.
Mesmo com a classificação boa, a região do rio Teles Pires, apresentou qualidade ‘regular’ da água e na região Juruena-Arinos, houve uma melhora em comparação à 2018.
O estudo explica que os rios dessa região possuem o potencial hidrogeniônico (PH), que mede o grau de acidez da água, naturalmente maior devido as características da bacia.
A bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia recebeu a classificação ‘boa’, mas em algumas regiões apareceu altos valores de fósforo e baixos valores de oxigênio nos rios. A maioria dos rios da região passaram da classificação ‘regular’ para ‘boa’, aumentando a qualidade da água.
Na região hidrográfica do Paraguai, as regiões urbanas de Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios vem apresentando perda gradativa da qualidade da água.
O Rio Coxipó em Cuiabá, o Rio Vermelho em Rondonópolis, o Rio Paraguai em Cáceres, o Rio Pari, em Várzea Grande e o Córrego do Moinho em Cuiabá tiveram classificação ‘ruim’.
Essa perda se deve a crescente urbanização e a falta de gestão ambiental. Os principais problemas ocasionados pela urbanização são:
O descarte de esgoto sem o devido tratamento;
A ocupação do leito de inundação ribeirinha;
A impermeabilização e canalização dos rios urbanos com aumento da vazão de cheia e sua frequência;
O aumento da carga de resíduos sólidos dos rios próximos das áreas urbanas;
A deterioração da qualidade da água por falta de tratamento dos efluentes que tem criado potenciais riscos do abastecimento da população podendo produzir riscos à saúde.
A resolução explica que muito rios apresentam alterações não só antrópicas, que são causadas pelo ser humano, mas também causas naturais que influenciam na perda da qualidade da água.
A região possui períodos de meses secos e meses chuvosos que determinam a mudança na estrutura dinâmica do ecossistema.
Mesmo alguns lugares apresentando classificação ‘ruim’, eles estão dentro dos limites da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que garante que essas águas podem ser utilizadas para o abastecimento público após o tratamento, irrigação de hortaliças, agricultura e atividade de pesca.
A SEMA recomenda que o poder público municipal e estadual planejem ações para minimizar os impactos dos seres humanos principalmente nos perímetros urbanos. De acordo com a secretaria, as ações são necessárias para assegurar a qualidade da água para o consumo humano e para o equilíbrio do ecossistema aquático.
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