Quarta audiência entre Vale e governo de Minas Gerais sobre tragédia de Brumadinho termina sem acordo em relação a valores


As partes não entraram em consenso. O estado pede R$ 26,7 bilhões, além de R$ 28 bilhões por danos morais. Rompimento em Brumadinho acendeu alerta sobre barragens do estado
Raquel Freitas/G1
Pela quarta vez, a audiência entre Vale e governo de Minas Gerais sobre reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terminou sem acordo em relação a pagamentos.
De acordo com o secretário-geral do estado, Mateus Simões, “as partes já sabem o que seria aceitável em termo obrigações, mas em valores nao há concenso”.
No dia 17 de novembro, o secretário-geral chegou a dizer que a empresa ofereceu um valor de R$ 21 bilhões por danos sofridos pela economia. O estado pede R$ 26,7 bilhões, além de R$ 28 bilhões por danos morais.
Na última audiência, realizada no dia 9 de dezembro, a governança do acordo foi discutida, além do reparo ambiental. A execução de obras ficará a cargo do poder executivo.
A tragédia aconteceu no dia 25 de janeiro de 2019. Além dos danos ambientais, o desastre deixou 270 vítimas. Até hoje, 11 corpos não foram localizados.
Os atingidos pela tragédia voltaram a protestar em frente ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), onde a audiência foi realizada. Eles cobram participação efetiva nas discussões e defendem que se respeite um valor que seja suficiente para promover a reparação de danos.
Segundo o governo do estado, as questões ligadas aos atingidos foram levadas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O pagamento do auxílio emergencial aos atingidos foi estendido até o dia 31 de janeiro de 2021.
Uma nova audiência será realizada no dia 7 de janeiro.
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