São Paulo tem, proporcionalmente, o triplo de mortes por Covid-19 registradas na Rússia

O governo do estado de São Paulo não atualizou os números da Covid-19 ontem – mas, até a última terça-feira (15), era um dos dezoito estados brasileiros com alta na média móvel de mortes. Até dia 10 de dezembro, mais de 43 mil paulistas morreram com a doença. Em números absolutos, esse número é equivalente às mortes de toda a Rússia, um dos países mais populosos do mundo. Proporcionalmente à população, a taxa de mortes por Covid-19 em São Paulo é três vezes a da Rússia. No estado brasileiro, foram 94 mortes a cada cem mil habitantes até o último dia 10. No país euro-asiático, foram 31. Até ontem, São Paulo tinha mais de 11 mil pacientes internados e a ocupação dos leitos de UTI ficou acima de 60% – o que não acontecia desde agosto.  

O governador João Doria (PSDB) descarta a adoção de um novo lockdown no estado. Em vez disso, Doria aposta na rapidez de uma vacina para São Paulo. O governo do estado é o único a ter um acordo próprio para compra de vacinas da farmacêutica Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. Mas, por enquanto, os resultados preliminares da última fase de testes da vacina ainda não foram entregues à Anvisa, órgão que pode autorizar o uso do imunizante no Brasil.

O governo paulista anunciou que a vacinação no estado começará em janeiro do ano que vem. Mas, em um cenário ainda indefinido, os especialistas são mais cautelosos. Em entrevista ao UOL, o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Fernando Aith, disse que é “irresponsável” divulgar uma data para vacinação sem o registro do imunizante.

Os russos iniciaram a vacinação no começo de dezembro, mas os resultados da última fase não foram revisados nem publicados em uma revista científica, o que causou certa desconfiança na comunidade científica. Mesmo assim, o governo russo anunciou que a vacina tem eficácia acima de 90%. O Centro Gamaleya, desenvolvedor da vacina Sputnik V, fará um relatório com os dados preliminares para solicitar a aprovação do imunizante em outros países.  

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