Se a Rússia quisesse envenenar Navalny, ele estaria morto, diz Putin


Presidente da Rússia disse que o seu adversário político precisa ser vigiado por agentes da FSB, mas afirma que não houve tentativa de envenenamento. Vladimir Putin durante entrevista coletiva de fim de ano, em 17 de dezembro de 2020
Sputnik/Mikhail Klimentyev/Via Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (17) que seu oponente Alexei Navalny não foi envenenado por seus serviços de espiões porque, se fosse o caso, estaria morto.
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Putin sugeriu que Navalny é apoiado por agentes de inteligência dos Estados Unidos. Por isso, é preciso que ele seja vigiado pelo governo russo, afirmou o presidente.
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“Mas isso não quer dizer, de jeito nenhum que ele precisa ser envenenado. Quem precisa dele?’, perguntou Putin.
Em seguida, completou: “Se alguém quisesse envenená-lo, teriam acabado com ele”.
Putin se nega a pronunciar o nome de seu adversário. Ele se refere a Navalny como “o paciente da clínica de Berlim”.
Uma recente investigação divulgada por vários meios de comunicação, entre eles o site Bellingcat e a revista “Der Spiegel” atribui a responsabilidade do envenenamento ao FSB, os serviços secretos russos, herdeiros da KGB.
“Isso não é uma investigação, mas a legitimação de conteúdos (elaborados) pelos serviços especiais americanos”, afirmou Putin.
De acordo com a investigação, baseada na análise de dados por telefone e de vazamento de informação on-line na Rússia, agentes do FSB, especializados em armas químicas, seguiram o opositor desde 2017.
Estiveram presentes em 20 de agosto em Tomsk, cidade siberiana onde aconteceu o envenenamento, segundo esta longa investigação.
A matéria não estabelece, porém, qualquer contato direto entre esses agentes e Navalny, nem qualquer prova de que se tenha passado para a ação, ou de alguma ordem dada nesse sentido.
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