Serpente exótica resgatada no Ceará permanece em tratamento e sem previsão de alta


O animal foi resgatado em Mucambo na última sexta-feira e está sendo tratado em uma clínica veterinária em Sobral. Animal não nativo foi resgatado no Ceará e recebe atendimento veterinário
Corpo de Bombeiros/Divulgação
A cobra da espécie píton birmanesa albina, capturada na noite da última sexta-feira (11), na localidade de Caiçara, zona rural de Mucambo, na região Norte do Ceará, passou por exames de RX na manhã desta segunda-feira e permanece em tratamento sem previsão de alta, em uma clínica veterinária, na cidade de Sobral.
O animal apresenta ferimentos e um quadro inflamatório que necessita de cuidados por mais 45 dias, de acordo com o médico veterinário, voluntário, Ildefonso Cavalcante.
“Vamos esperar uma nova mudança de pele que pode ocorrer no prazo entre 20 a 45 dias e quando ela estiver bem, a gente libera”, afirma Ildefonso.
A serpente exótica mede cerca de 4m de comprimento e deve ter aproximadamente cinco anos de vida.
Para o veterinário, os ferimentos podem ter origem em agressões dos moradores, interrupção da troca de pele, atrito com mata e pedra ou do próprio ato de captura.
Píton de quatro metros é resgatada por bombeiros em Mucambo
Animal exótico
A espécie píton é exótica, originária da África, Austrália e da Ásia. Por isso, não pode ser solta no Brasil, e deverá ser levada para um zoológico ou ser doada para uma unidade legalmente autorizada a receber a serpente.
Conforme o Corpo de Bombeiros, a píton birmanesa tem capacidade para abrir a mandíbula o suficiente para para comer uma presa grande como um cervo.
“Esta serpente não é natural da nossa região e muito menos do nosso país. É exótica e por ser albina, exótica e rara. Enquanto o animal se recupera vamos articular o seu traslado e logística para um local adequado a seu porte e necessidades de tratamento e atenção”, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros em Sobral, tenente-coronel Moraes.
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