SP retoma medidas restritivas para conter o avanço da pandemia

Todo o estado entrou, temporariamente, na fase de maior restrição. Somente os serviços essenciais podem funcionar até domingo (27) e também nos três primeiros dias de 2021. SP retoma medidas restritivas para conter o avanço da pandemia
Começaram a valer nesta sexta-feira (25) as medidas restritivas no estado de São Paulo para tentar conter o avanço da Covid.
Avenidas e ruas vazias e muitas portas fechadas são a mais completa tradução de uma cidade de volta à fase vermelha. Por determinação do governo, todo o estado de São Paulo entrou, temporariamente, para a fase de maior restrição. Nem os parques podem abrir.
Nesta sexta, no sábado (26) e no domingo (27) e nos três primeiros dias de 2021 só poderão funcionar serviços e comércio essenciais, como mercados, farmácias, padarias e postos de combustíveis.
“Indo direto daqui ao mercado, fazer as compras essenciais que precisa aqui e andando só no bairro. Proteção nossa, da família, dos colegas, todos”, diz o advogado Allekos Genadopoulos.
Segundo o governo do estado, o objetivo de manter o que não é essencial fechado e tirar as pessoas das ruas nesses dias de festas é o de conter o avanço da Covid. A Secretaria estadual da Saúde divulgou nesta sexta que na média o aumento de casos foi de 66% de novembro para dezembro. Na média de mortes, o aumento foi de 61%.
São Paulo costuma ficar mais tranquila durante as festas fim de ano, mas desta vez está ainda mais quieta e cinzenta pelo tempo, que também fechou. O mapa de restrições em São Paulo vem mudando desde o dia 24 de março, quando só os serviços essenciais foram autorizados.
Dois meses depois, a reabertura da economia começou de acordo com as cinco fases do Plano São Paulo. Quatro regiões do estado foram direto do vermelho para o amarelo, de menor restrição. Segundo o governo, ocupação de leitos e a doença estavam sob controle.
Durante dois meses, o mapa mostrou a epidemia avançando para o interior. Em julho, o mapa mais claro sinalizava menos vítimas. O governo decidiu mudar e afrouxar as regras.
São Paulo entrou outubro na fase verde para comércio e serviços, mas o avanço da Covid fez com que, um dia depois do segundo turno das eleições, o governo anunciasse a volta de todo estado para a fase amarela.
Agora serão seis dias de restrições divididos entre Natal e Ano Novo. É pouco para o infectologista Renato Grinbaum.
“Os nossos dados apontam a possibilidade de um forte aumento de casos nos meses de janeiro e fevereiro. Para isso, nós precisaríamos de uma restrição às atividades das pessoas maior do que aquela que foi planejada somente para poucos dias de feriado no final do ano de 2020”, alerta.
Pouco tempo de restrição para quem lida com o vírus, tempos difíceis para quem se vê sem a freguesia. Depois de fechar sete dos 14 restaurantes que tinha, Allan se vê mais uma vez preocupado.
“Esse faturamento desses dias agora, fecha abre, fecha abre, arrasou, é um descompensação total. Tinha escala de funcionário para estar aberto, e não está e vou ter que pagar esses funcionários, e não vou ter faturamento”, lamenta Allan Vila Espejo.
Sem poder abrir, o jeito foi chamar 25 entregadores. E é assim, indo até os clientes, que os comerciantes estão salvando o Natal de muita gente, sempre com a valiosa contribuição de quem carrega nas costas o que a freguesia precisa.
“A gente está trabalhando bastante. Com o pessoal dentro de casa, com medo de sair, a gente faz o que tem que ser feito”, diz o motoboy Elson Ribeiro.
Quem faz o oposto do recomendado preocupa os especialistas.
Em contraste com a cidade vazia, alguns pancadões lotaram ruas na véspera e na tarde desta sexta, dia de Natal. Jovens se aglomeraram em várias regiões da capital. Em Sorocaba, no interior de São Paulo, o baile acabou com a chegada da polícia.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.