Termina prazo da Justiça para a Prefeitura do Rio adotar medidas de isolamento mais restritivas no combate à Covid-19


Ministério Público quer que a cidade siga as recomendações do próprio município. Especialistas temem que, por conta das reuniões de Natal e fim de ano, o número de pessoas contaminadas dispare ainda mais. Termina o prazo dado pela justiça para a prefeitura do Rio apresentar medidas de isolamento mais rígidas
Terminou o prazo dado pela Justiça para que a Prefeitura do Rio adote medidas de isolamento mais restritivas para o combate ao novo coronavírus. O Ministério Público quer que a cidade siga as recomendações do próprio município.
Na noite desta quinta (17), no limite do prazo, a prefeitura respondeu a ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e Defensoria Pública do Estado do Rio, sobre as medidas restritivas de enfrentamento à Covid-19.
A ação pede que, diante do aumento do número de casos, a prefeitura leve em consideração o que foi determinado pelo seu próprio comitê científico. Em caso de descumprimento, o prefeito terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.
Os especialistas temem que, por conta das reuniões de Natal e fim de ano, o número de pessoas contaminadas dispare ainda mais.
No último dia 2, o comitê científico da prefeitura sugeriu uma série de limitações:
Bares e restaurantes só deveriam funcionar até as 22h;
Fechamento de escolas e creches municipais;
Proibição de pistas de dança, eventos, feiras de negócio e exposições;
Fechamento de praias e proibição de prática de esportes na orla;
Fiscalização do transporte público e redução de capacidade de ônibus, trens e metrôs em 50%.
Em nota, a prefeitura disse que está atenta e monitorando os casos de Covid-19 na cidade e que o cancelou o Réveillon oficial da cidade na quarta-feira (16), proibiu as festas privadas nos quiosques da orla nesta quinta (17) e ressaltou que as aglomerações continuam proibidas, e as regras de ouro seguem em vigor.
“O momento é de atenção redobrada à proteção das pessoas. Lamentamos profundamente as vidas que se foram, e esperamos salvaguardar outras tantas, apelando ainda para que tomem cuidados sanitários onde quer que estejam na virada de ano. Que 2021 seja um ano de superação, com a força de Deus”, disse o prefeito Marcelo Crivella.
Desde o início da pandemia, quase 400 mil casos de contaminação foram registrados e mais de 24 mil pessoas morreram no estado do Rio.
Vítimas e fila
Números de pessoas que esperam por leitos de CTI permanece elevado.
Reprodução/TV Globo
Entre as vítimas está a atriz Christina Rodrigues, que morreu na manhã desta quinta-feira (17), depois de passar dois dias esperando por uma vaga em um Centro de Terapia Intensiva (CTI).
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que na quarta-feira (16) havia iniciado uma busca por um leito de CTI para a atriz. O órgão também disse ter prestado atendimento à família e se colocou à disposição para mais esclarecimentos.
Além de Christina, o roupeiro do Vasco da Gama, Luiz Henrique Ribeiro, de 51 anos, morreu por complicações causadas pela Covid-19.
A fila de espera por um leito de CTI continua grande:
431 pessoas aguardando na terça-feira (15);
454 pessoas aguardando na quarta-feira (16);
435 pessoas aguardando na quinta-feira (17).
Festas proibidas
Também na quinta, a prefeitura decidiu proibir as festas privadas de réveillon nos quiosques da orla da cidade do Rio de Janeiro. Portanto, não serão permitidos cercadinhos, shows ou qualquer evento com cobrança de ingressos ao longo da orla, seja na areia ou calçadão.
Dois dias antes, o município já havia decidido cancelar todas as festas oficiais de réveillon na cidade.
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