Três pessoas são indiciadas por uso de máquinas da Ageto em fazenda particular


Entre os indiciados estão um ex-superintendente e um ex-diretor que foram exonerados da agência. Máquina desviada deveria ter realizado serviço de recuperação da TO-442. Máquinas são da Agência Tocantinense de Obras
Divulgação/Governo do Tocantins
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava desvios de máquinas da Agência Tocantinense de Obras (Ageto) para serviços em propriedades particulares. Os veículos da Ageto deveriam ter sido usados na recuperação da TO-442, entre Araguacema e Caseara. Ao invés disso, foram localizados fazendo a terraplanagem de uma estrada vicinal por onde a produção da fazenda seria escoada. O caso foi em maio de 2019.
Três pessoas foram indiciadas por peculato, que é o uso de cargo público em benefício próprio ou de terceiro. Duas eram funcionários da Ageto que já foram exonerados. Um ex-superintendente de operações e conservação afastado em 17 de julho de 2019 e um ex-coordenador de Residência Rodoviária exonerado em 4 de outubro do mesmo ano.
O terceiro indiciado é o dono da fazenda onde a máquina foi encontrada. Nenhum deles teve o nome divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.
Segundo o Delegado Antonio Onofre, a investigação teve início por meio de denúncia anônima. A polícia acredita que a ordem para realização do serviço na fazenda partiu do ex-superintendente da Ageto, e que ele delegou a função ao ex-diretor da residência rodoviária da Ageto de Paraíso do Tocantins.
O inquérito tinha sido encaminhado ao Ministério Público no dia 17 de novembro e a denúncia foi oferecida nesta segunda-feira (14). A Justiça ainda deve analisar a documentação antes de decidir se transforma os acusados em réus.
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