Vítima de racismo de 4º árbitro na Champions, assistente técnico do Basaksehir agradece apoio

Pierre Webo, assistente técnico do Ístanbul Basaksehir, agradeceu o apoio que recebeu durante a semana após ter sido vítima de insultos racistas durante a partida de seu time contra o Paris Saint-Germain na última terça-feira, 08, pela 6ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Em entrevista a Sky Sports, Webo disse que o árbitro Sebastian Coltescu “ultrapassou os limites” com sua atitude. “Como titular de uma licença profissional da UEFA, penso que ele (Coltescu) ultrapassou os limites em termos dos seus valores. Eu gostaria de agradecer a todos aqueles que me apoiaram neste dia, 8 de dezembro. Então, eu digo ‘obrigado, Senhor Presidente’ (presidente do clube Istanbul Basaksehir, Goksel Gumusdag)”.

“Foi um dia com um antes e depois e o apoio do presidente (turco) Recep Tayyip Erdogan, realmente foi um dos primeiros pilares a me apoiar neste momento difícil”, completou. A partida que foi paralisada aos 14 minutos do primeiro tempo depois da discussão entre Webo e Coltescu, foi retomada no dia seguinte e terminou 5 a 1 para o PSG. O Basaksehir foi eliminado da competição, ficando em último no Grupo H, com apenas três pontos. O gesto dos jogadores de deixar o campo foi ovacionado ao redor do mundo e, para o ex-jogador do Manchester City, Nedum Onuoha, foi um pontapé para que outros movimentos como esse aconteçam no futebol.

“É aquela demonstração de unidade, para mostrar que isso não é algo que eles estão dispostos a aceitar. Se eu fosse alguém que sofri abuso e dissesse aos meus companheiros de equipe ou à minha comissão técnica que era esse o caso, então espero a maior reação. Devíamos estar em uma sociedade onde coisas assim simplesmente não são aceitáveis. O fato de não ter sido apenas o técnico que saiu – foram os dois conjuntos de jogadores, os dois funcionários – fez uma declaração muito, muito clara. É uma pena que estejamos em um lugar onde as pessoas precisam pensar ‘essa é a coisa certa a se fazer?’ Mas se eles podem fazer isso nesse nível, deve haver a crença de que você pode fazer isso em qualquer lugar. Quanto mais pessoas se posicionarem – e quanto mais equipes se posicionarem – acho que mais cedo estaremos em uma posição em que as coisas serão um pouco melhores”, dise Onuoha.

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